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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 79

(Ponto de vista de Kennedy)

— Kennedy… Ei, Ken. Vamos, acorda. Você precisa fazer isso. Kennedy... — A última palavra saiu num tom quase melódico.

— O quê? — Resmunguei, ainda meio perdida naquele conforto todo. Não parecia que eu tinha tido um pesadelo, nem sequer a impressão de ter sonhado. A única coisa que eu queria era me encolher mais um pouco e afundar de novo naquela escuridão deliciosa. Afinal, estava gostoso demais para qualquer movimento.

— Luna, eu preciso do meu Alfa de volta. — Meus olhos se abriram num susto com as palavras de Bennet, e ele caiu na risada.

— Não me chame assim. — Resmunguei novamente, tentando enterrar o rosto de volta no travesseiro enquanto ele ria.

— Então desgruda do meu alfa e levanta logo. A gente tem que ir, e esse seu aperto de vida ou morte no pelo dele só está atrapalhando. O lobo dele não vai deixar ele se mexer enquanto você não largar.

Fiquei imóvel, só pisquei algumas vezes antes de olhar em volta e perceber que o lobo de Ryker ainda estava estendido bem à minha frente. Meu braço caía pela lateral do sofá, e minha mão estava enterrada no pelo da nuca dele, onde os dedos estavam fechados com força. Era possível que eu tivesse sonhado e não lembrasse direito, porque não era do meu feitio segurar coisas durante o sono, a menos que estivesse tentando escapar de uma lembrança teimosa demais.

Quando me dei conta, engasguei. Em vez de reagir, eu só observei meus dedos enterrados no pelo negro, como se minha mente ainda estivesse despertando e não acompanhasse o ritmo do momento.

— Desculpa. — Puxei a mão de volta, enfiei-a sob o travesseiro e olhei para Bennet. — Quanto tempo eu tenho? Preciso arrumar minhas coisas.

— A Luna Beth pediu para você separar só suas roupas e o que for precisar agora. Depois, ela mesma liga para falar sobre empacotar o resto do seu quarto. No momento, está preparando o café da manhã para todo mundo. — Ele me lançou um olhar solidário, deixando claro que todos estavam na cozinha, por onde eu teria de passar para chegar às escadas. Pelo menos ele entendia que minhas emoções estavam à flor da pele e que eu precisava de um pouco de espaço…

Em seguida, me levantei, apanhei o cobertor e o travesseiro e passei ao redor do enorme lobo negro, que apenas acompanhava, em silêncio, minha troca de palavras com Bennet.

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Depois de deixar o básico pronto em uma única mala grande e numa bolsa de higiene, peguei minha mochila, planejando ir falar com o diretor sobre o que eu podia fazer para concluir a escola de forma remota e esvaziar meu armário. Por algum motivo, parecia estranho terminar o ensino médio na alcateia de Ryker. Além disso, todas as minhas matérias atuais de início de faculdade já eram online, então isso não deveria ser um problema.

Ignorei todo mundo, desci as escadas e segui direto para a saída. O falatório apagou no mesmo instante, mas não parei. Até porque não era hora de discutir, nem de explicar nada. Se já tinham tirado minha chance de escolher, pelo menos podiam me dar espaço para lidar com isso sozinha. Assim, abri a porta e parti.

— Espera! Aonde você vai? — Ouvi passos apressados atrás de mim.

— Escola, Bennet. Nem todo mundo aqui pode sair por aí fazendo o que quer, na hora que quiser. Eu preciso conversar com os meus professores e dar um jeito de montar um plano pra terminar o último ano. Com toda essa bagunça acontecendo, perdi muita coisa e ainda estou tentando recuperar o atraso. — Não era bem verdade. Eu mal tinha matéria pesada nesse semestre e me preocupava tanto com escola que jamais deixaria nada atrasar. Mas ele não precisava saber. Eu só queria dar uma escapada, e essa desculpa funcionava.

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