(Ponto de Vista de Greta)
— Gosto de poder te calar com um beijo… Em qualquer lugar. Acho que vou ter que explorar isso melhor. — Ele sussurrou no meu ouvido, e, na hora, um arrepio percorreu meu corpo inteiro. Em seguida, simplesmente se afastou, mas, mesmo sem vê-lo, eu quase pude sentir o sorriso convencido dele.
A cozinha estava cheia, vibrando com a presença de todo mundo, embora duas pessoas muito importantes não estivessem ali.
— Cadê o Ryker e a Kennedy?
— A Peyton estava certa. A Ken entrou em trabalho de parto algumas horas atrás. — Josh respondeu, sem tirar os olhos do notebook.
— O quê? — A Trinity se assustou, acordando completamente. — Desculpa, pequena. — Falei, colocando-a em um banco. — Por que ninguém veio chamar a gente?
— Pra quê? Pra você ficar andando de um lado para o outro igual ao Bennet? — Ele apontou para o Gama, que parecia a um passo de arrancar o próprio cabelo.
— O que deu nele? — Perguntei, abaixando um pouco a voz.
— Ele não conseguiu fazer nada por ela. E ficou andando de um lado para o outro resmungando tanto que a curandeira principal se irritou e expulsou ele de lá. — Josh respondeu, rindo.
— Cala a boca, idiota.
— Ei! — Eu e o Finn dissemos ao mesmo tempo, enquanto eu apontava para o Gabriel e a Trinity.
Bennet revirou os olhos, mas assentiu.
— Foi mal aí, mas desde quando você virou a fiscal da linguagem, Greta?
Mostrei a língua pra ele, arrancando uma risada.
Enquanto isso, o Finn entregou tigelas de cereal para as crianças e, logo depois, veio se posicionar atrás de mim. Ele ficou tão perto que o calor do corpo dele parecia envolver cada centímetro do meu. Foi então que a ficha caiu. O Ryker tinha razão. O Finn não me tocava sem permissão, e aquele simples detalhe… Era estranhamente libertador.
Respirei fundo e me inclinei para trás, permitindo o contato. Em resposta, o peito firme dele cedeu levemente, me acolhendo, ao mesmo tempo que a mão dele encontrava minha cintura, e o sopro da respiração dele roçava meu cabelo.
Fiz o possível para parecer normal, apesar da presença de todo mundo. O Bennet seguiu inquieto, andando pra lá e pra cá sem perder nada do que acontecia ao redor, e o Josh fingiu desinteresse, mas era só fachada. Ele era atento demais, e eu tinha quase certeza de que o Ryker já tinha dividido com ele a conversa que tivemos na noite anterior.
'Ei, pessoal. Eu sei que vocês estão todos focados na Luna, mas temos um problema aqui…' Jensen entrou em contato com todos nós.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
E a história da Kennedy + Ryker nunca mais voltou.......
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...