O carro parou diante de um luxuoso resort à beira-mar, com as paredes brancas reluzindo contra o fundo do oceano turquesa.
Thalassa piscou, enquanto o som suave das ondas quebrando na areia despertava algo profundo em sua memória.
Eles estavam em Cabo San Lucas.
No instante em que se deu conta, seu peito se apertou e sua respiração falhou. Em seguida, ela lançou um olhar para as areias douradas que se estendiam sem fim, para os penhascos imponentes ao longe e para as águas cintilantes que pareciam tocar o infinito.
Aquilo não era apenas um lugar qualquer.
Era o destino que Thalassa sonhara dividir com Kris durante a lua de mel, cinco anos antes, pouco depois de se casarem. Mas, como bem se lembrava, logo após a cerimônia, ele acabou cancelando a viagem.
O peito dela se contraiu ainda mais conforme uma onda de emoções ameaçava transbordar, e, virando-se para Kris, deixou a voz escapar quase em um sussurro:
— Você se lembrou…
Os lábios de Kris se curvaram num sorriso suave enquanto ele pegava sua mão e acariciava com o polegar seus dedos.
— É claro que me lembrei. — Disse ele com ternura. — Como eu poderia esquecer o lugar que você mais sonhava em conhecer? O lugar onde deveríamos ter ido... Antes de tudo.
Engolindo em seco, Thalassa o fitou, com o coração se alargando de emoção. Ele havia prometido passar a vida compensando-a, e estava realmente fazendo isso, o que a fazia se sentir única.
Na sequência, eles fizeram o check-in e, no momento em que Thalassa entrou no quarto, sua mandíbula caiu. O espaço trazia uma fusão perfeita entre natureza e luxo, sendo um santuário que transmitia serenidade e sofisticação.
Do chão ao teto, as janelas se abriam para revelar uma piscina infinita privativa voltada para o mar, enquanto vigas de madeira natural molduravam o ambiente, harmonizando-se com os tons de bege e o verde das plantas dispostas com requinte.
Já a cama, coberta por lençóis brancos e impecáveis, ficava voltada para o oceano, oferecendo uma vista deslumbrante do paraíso.
— Uau. — Sussurrou Thalassa, girando devagar em um círculo enquanto absorvia cada detalhe. — Isso é... Incrível.
Kris sorriu com um ar de orgulho, apoiando-se casualmente no batente da porta.
— Nada menos que o melhor para a minha esposa maravilhosa.
Thalassa se virou com um brilho provocador no olhar.
— Ah, então agora você está querendo se exibir?
— Sempre. — Respondeu ele, aproximando-se e envolvendo-a pela cintura. — Exclusivamente para você.
Ela riu baixinho, recostando-se no peito dele enquanto sentia seus lábios pousarem com carinho em sua têmpora.
— Está com fome? — Perguntou Kris, afastando-se um pouco. — Posso pedir o serviço de quarto.
Thalassa se virou, sorrindo com malícia.
— Com fome? Ah, com certeza.
Kris arqueou a sobrancelha.
— O que você quer? Eles têm…
Logo, Tessa e Alexander se juntaram a eles, preenchendo os dias com risadas e os momentos de silêncio com gratidão. E assim, as duas semanas se estenderam até se tornarem um mês e meio de pura felicidade.
No fim, eles só voltaram para casa porque o casamento de Luisa e Alden estava se aproximando.
A cerimônia foi absolutamente deslumbrante. Luisa, já com quatro meses de gestação, estava radiante no vestido feito sob medida, que realçava sua barriga com delicadeza.
Thalassa e Millie a acompanharam como madrinhas, enquanto Kris e Zeke ficaram ao lado de Alden como padrinhos.
Ao assistir à troca de votos entre Luisa e Alden, Thalassa sentiu a emoção subir dentro do peito e apertou a mão de Kris, que se curvou em direção a ela para sussurrar:
— Pensando no nosso casamento?
— Sempre. — Sussurrou ela, com um sorriso suave.
Duas semanas depois, chegou a vez de Zeke e Millie se casarem em uma cerimônia intimista, cercada por afeto e risos, e foi comovente ver Millie tão feliz após tudo o que havia enfrentado.
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Alguns dias mais tarde, aconteceu o julgamento final de Susan e Tyler.
Condenada a quinze anos de prisão por tentativa de homicídio, Susan empalideceu, e seus olhos arregalados mostraram a incredulidade que tomou conta dela ao ouvir o veredito.
Tyler, por sua vez, conseguiu convencer o tribunal de que não tinha conhecimento dos planos da irmã e que não havia sido cúmplice. Mesmo assim, ele foi considerado culpado por ajudar no crime, mentir às autoridades e obstruir a justiça, sendo condenado a cinco anos de prisão.
Embora Kris não gostasse da ideia de ver os irmãos presos por tanto tempo, sabia que eles apenas enfrentavam as consequências das próprias escolhas, e, com um pouco de sorte, aquilo poderia se tornar a lição que, finalmente, os faria mudar.

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