Yunice virou-se, enxugando uma lágrima do canto do olho com o dorso da mão.
Wyatt não disse nada.
Claro que ela estava chorando.
Seu peito apertou. Ele estendeu as mãos e segurou os ombros dela com firmeza, exclamando, "Você não disse que queria ir para a família Johnson? Ainda quer ir?"
Como esperado, Yunice hesitou e olhou para cima, a tristeza em seus olhos ofuscada por um lampejo de hesitação. Então, ela assentiu.
Wyatt suspirou interiormente.
Ela o havia provocado.
Ela deve ter sabido o tempo todo onde ela estava com Oscar. Aquela lágrima não era fraqueza — era alavanca.
Ela havia pedido a ele para "deixar seu irmão voltar para casa" não por pura emoção, mas para provocá-lo. Para empurrá-lo a revelar tudo o que realmente pensava sobre Oscar. Então, ela derramou uma única lágrima para fazê-lo entrar em pânico. E assim, ele ficou sem uma boa escolha: ou deixava Oscar voltar, ou a levava para caçar Paul e Nora.
Caso contrário, ela apenas ficaria ali, triste e silenciosa, afogando-se em lágrimas e desgosto.
Wyatt piscou com força e reprimiu sua frustração. Ela o havia superado novamente, e não havia nada que ele pudesse fazer a respeito.
Eles mal haviam entrado no carro quando o telefone de Wyatt tocou. Era Jordan.
"Wyatt, a família Johnson está cercada pela polícia."
Os olhos de Wyatt voaram para Yunice. Ela parecia completamente despreocupada.
Ele a encarou por um longo momento, então disse apertadamente ao telefone, "Entendido."
Depois de desligar, ele soltou um longo e profundo suspiro. "Você não podia esperar?"
A voz de Yunice era calma. "Eu só queria ter certeza."
Dentro da propriedade da família Johnson, o som das sirenes enviou um choque de pânico pela casa.
Paul saltou de pé. "Quem chamou a polícia?!"
Ele agarrou Nora pelo braço e a puxou para si. "Você disse que este lugar era seguro! Por que eles estão aqui?! Você os chamou?!"
Nora se libertou, lançando-lhe um olhar furioso. "O que eu ganharia te fazendo ser pego?"
Ela abriu uma porta e correu, tentando encontrar algum lugar para se esconder. Ela conhecia essa casa melhor do que Paul. Ela sabia onde estavam as brechas, onde alguém poderia desaparecer.
Paul a perseguiu por alguns passos — mas uma mão surgiu do nada e o puxou para trás.
Nora nem sequer olhou para trás. Ela correu para frente e se enfiou em um espaço apertado.
Só depois de se arrastar para dentro e fechar a porta é que ela percebeu que Paul não a havia seguido.
Mas ela não se importava. A polícia agora cercava o lugar. Cada um por si.
Um momento depois, houve um rangido.
A porta do armário se abriu.

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