O atendente da loja trouxe a peça de cerâmica finalizada. Estava quase idêntica ao modelo de argila original que eles haviam feito.
Yunice olhou curiosa. “Por que ficou melhor agora? Será que a nossa quebrou no forno e eles refizeram pra gente?”
“Não,” Wyatt respondeu.
Ainda desconfiada, Yunice examinou o ornamento. “Você marcou de algum jeito?”
Caso contrário, como teriam certeza de que era exatamente o que eles fizeram?
Wyatt apontou para um pequeno detalhe. “Olha aqui. Essa mancha feia é única. Duvido que alguém além de você conseguiria fazer algo tão horrendo.”
“…Sério?” Yunice lançou um olhar fulminante para ele.
…
No dia seguinte.
De volta à sala de aula, Yunice conferiu a mensagem mais recente do informante que ela havia colocado na família Saunders.
“Tudo normal com a família Saunders.”
Yunice pensou na condição de Owen. Já fazia tanto tempo, e ele ainda não tinha procurado tratamento nem buscado um doador de fígado. Será que, depois da morte de Elsie, ele realmente tinha perdido a vontade de viver?
O caso de Elsie ainda estava em julgamento. Sendo um caso criminal de grande repercussão, levaria meses até sair um veredito. O que significava que Oscar, ainda sob suspeita, provavelmente não seria liberado antes do Ano Novo.
O principal motivo de o nome de Oscar ainda não ter sido limpo era sua presença inexplicada no hotel onde Elsie foi encontrada.
Durante o interrogatório, Oscar aparentemente se recusou a se explicar, o que travou a investigação.
Yunice chegou a mandar alguém entregar um bilhete para ele, pedindo que contasse a verdade e parasse de hesitar. Mas, por algum motivo desconhecido, Oscar não falava nada.
Enquanto isso, a família Johnson continuava mexendo os pauzinhos, chegando a conseguir uma avaliação psiquiátrica para Morgan. Na internet, já especulavam que Morgan escaparia da pena de morte.
Na família Powell, corriam boatos de que Jensen havia sumido—nenhum acionista da Powell Corporation conseguia contato com ele.
O antigo presidente estava em coma na UTI, incapaz de tomar qualquer decisão.
Em meio a todo esse caos, o conselho não teve escolha a não ser nomear Paul como CEO interino.
Mas, justamente quando Paul subiu ao palco para a coletiva de imprensa e assumir oficialmente o comando da Powell Corporation, Taylor apareceu de repente, arrancou o microfone e gritou para a multidão de repórteres:
“Acionistas! Imprensa! Eu sou a esposa legítima do Paul! E estou aqui para expor publicamente—vocês foram todos enganados!
A Powell Corporation está afundada em dívidas! As finanças estão vazias e o fluxo de caixa já secou. As ações em que vocês investiram estão prestes a despencar!
E tudo isso porque Paul, sem meu conhecimento ou consentimento, transferiu ativos da empresa em segredo e fez investimentos irresponsáveis que causaram enormes prejuízos!

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