“Ela aguentou por anos, sobreviveu até à Elsie. Com a ameaça fora do caminho, você pensaria que ela se aproximaria do Paul. Por que expor o caso dele agora?”
“Ela está ligada à família Powell—envolver todos num escândalo e provocar instabilidade no mercado prejudica ambos. É um tiro no pé.”
Paul encarava a tela, escura, repleta de provas irrefutáveis. Ele sabia que negar agora seria inútil.
Seu relacionamento com Elsie nunca foi exatamente um segredo. Qualquer tentativa de negar só destruiria sua credibilidade.
Diante da imprensa, Paul declarou: “Me desculpem, a todos. Cometi o tipo de erro que dizem que todo homem comete. Mas terminei tudo com a Srta. Elsie há mais de um ano. Desde então, voltei para minha família, e meu relacionamento com a Srta. Taylor tem sido estável.
Participamos juntos de eventos da empresa, cortamos fitas juntos—vocês mesmos viram.”
Taylor cerrou os dentes. Ele ainda estava mentindo.
Todos aqueles eventos eram apenas fachada—para proteger a imagem da família. Nada além disso. Agora ele usava isso para apunhalá-la pelas costas?
No ponto eletrônico, Yunice falou com calma. “O Paul ficou mais esperto... Isso não é o estilo dele. Alguém deve estar aconselhando ele.”
Mas quem?
Nunca houve alguém tão astuto na família Powell. Caso contrário, Paul não teria cometido tantos erros tolos e deixado que outros o manipulassem com tanta facilidade.
Paul se virou para Taylor, assumindo uma expressão de profundo afeto. “Taylor, sempre quis te tratar bem. Achei que seríamos o casal perfeito—crescendo juntos e envelhecendo de mãos dadas.
Mas nunca imaginei que, só para proteger seu amante e se divorciar de mim pelos meus bens, você ficaria diante da imprensa para me difamar, arrastando a imagem da nossa empresa para o chão. Você realmente me decepcionou.”
“Eu traí?” Taylor disparou, incapaz de se conter apesar de ter prometido manter a calma. A audácia de Paul em inverter a culpa—ela mal conseguia respirar.
Paul se voltou para a tela. “Deixem-me mostrar algo a vocês.”
Taylor olhou para cima, chocada.
Fotos surgiram na tela—imagens dela com seu segurança, Alan.
Tiradas de ângulos enganosos, interações normais foram distorcidas em momentos aparentemente íntimos—fotos que pareciam mostrar beijos, abraços, cabeças encostadas. Imagens facilmente mal interpretadas.
O som das câmeras disparou novamente enquanto os repórteres tentavam capturar cada detalhe.
Taylor ficou paralisada, a mente em branco por um instante.
Como ela poderia rebater algo assim?
Para virar o jogo, ela precisava garantir que todos sentissem o impacto.
Recuperando o controle, ela se firmou. Não tinha vindo despreparada.
Paul, achando que o silêncio dela era sinal de derrota, ficou ainda mais confiante. Na cabeça dele, ela já estava marcada como infiel. Uma mulher que traiu o marido e depois o acusou? Isso só reforçava a posição dele.
Paul zombou. “Taylor, ainda me importo com você. Posso perdoar seus erros tolos—mas não vou perdoar aquele segurança.
Se ele ousar roubar minha mulher, vai ter que arcar com as consequências.”
De repente, ele elevou a voz. “Alan! Já que a reputação da sua senhora está em ruínas por sua causa, não tem nada a dizer?”
Os olhos de Taylor buscaram Alan na multidão.
Ele sempre esteve nas sombras, protegendo-a em silêncio. Mas ao ouvir as acusações de Paul, Alan finalmente saiu para a luz.
As câmeras imediatamente se voltaram para ele, projetando seu rosto na tela gigante para todos verem. Ele não podia se esconder, mesmo que quisesse.
A imprensa avançou, pronta para capturar cada ângulo do suposto “destruidor de lares”.
A coletiva de imprensa havia se transformado num verdadeiro espetáculo. Escândalo, traição e drama da elite—exatamente o tipo de conteúdo explosivo que garantiria as manchetes do dia seguinte.

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