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A Filha Invisível romance Capítulo 619

Owen enxugou o suor da testa e passou a mão pelos cabelos úmidos, andando de um lado para o outro antes de olhar novamente para Lily.

Depois de alguns instantes, ele tomou a iniciativa de se desculpar. “Mãe, me desculpe. Eu perdi a cabeça agora há pouco. Não leve para o lado pessoal.

Quanto à Peggy e ao Timothy, estou apenas mantendo eles trancados por um tempo. Não vou realmente fazer nada com eles.

Assim que conseguirmos reemitir nossos passaportes, vou soltá-los.”

Lily hesitou, claramente abalada pela mudança repentina de tom de Owen. Mas, naquele momento, ela não tinha escolha a não ser concordar.

Owen ainda controlava todo o dinheiro, e pelo menos não a havia abandonado.

Ele continuava sendo o filho mais dedicado de todos.

Nos dias seguintes, a casa dos Saunders permaneceu fechada. De tempos em tempos, gritos e lamentos podiam ser ouvidos lá de dentro.

Mas Owen se certificou de que ninguém entrasse na residência durante esse período.

Na escola, Yunice almoçava no refeitório, absorta em seus pensamentos.

Pelos seus cálculos, estava na hora do esquema de Paul ser desmascarado.

Era o momento de dar um empurrãozinho na Powell Corporation—deixar que eles próprios descobrissem as irregularidades financeiras.

Nos últimos seis meses, Yunice vinha enrolando Paul. Retornos semanais, ciclos mensais, pagamentos irregulares.

Ela o treinou bem—ele já tinha o hábito de conferir a conta ao final de cada período.

Paul, ansioso demais para esperar, nunca ousava pressioná-la. Sempre que desconfiava de algo, ela ameaçava sair do negócio. Isso o mantinha nervoso, mas obediente.

Dessa vez, ele esperou uma semana inteira antes de checar a conta.

Quando viu que o saldo continuava zerado, sua respiração ficou curta. Apertando o telefone com força, tentou se acalmar.

Talvez fosse só um atraso. Só mais um pouco.

A meia-noite passou.

Ele conferiu de novo—nada ainda.

O pânico o atingiu como uma onda gigante. Paul entrou em desespero, a mente em caos, e imediatamente discou para o número misterioso.

O toque parou, e ele perguntou freneticamente: “Alô? Por que ainda não recebi a transferência? Tem algum problema no sistema? Cadê meu dinheiro?!”

Mas tudo o que ouviu foi a resposta automática de uma voz feminina robótica repetindo:

“Desculpe. O número que você discou não está disponível. Desculpe, o número que você discou...”

Clanc. O telefone caiu no chão, batendo em seu pé.

Os olhos vazios de Paul de repente se fixaram. Ele pegou o telefone de volta, engoliu em seco, e começou a ligar de novo, desesperado.

“Devo ter discado errado. Foi só um engano. Tentar de novo, é só tentar de novo que vai dar certo...”

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