A expressão de Yunice ficou ainda mais fria. “Ninguém vai contar ao Wyatt o que aconteceu.”
Os dois homens ficaram paralisados.
“Primeiro, vocês falharam em me proteger. Segundo, eu mesma caí na armadilha de alguém. Se forem contar isso ao Wyatt, os dois lados vão pagar. Têm certeza de que é isso que querem?”
Os rostos deles se contraíram, constrangidos.
Ela estava certa. Eles tinham falhado no trabalho, mesmo que Yunice tivesse saído ilesa, não havia como escapar da punição quando Wyatt descobrisse.
Yunice ergueu o olhar. “Nem uma palavra disso sai daqui. Se eu descobrir o contrário, não me culpem por denunciá-los e piorar as consequências.”
Os dois seguranças ficaram sem palavras.
Depois de um silêncio tenso, ambos lançaram olhares nervosos na direção do carro de Yunice.
Ela seguiu o olhar deles. Lá dentro, Elianna estava encolhida como um animal assustado, com o celular colado ao ouvido.
Yunice se virou para os seguranças. “Podem ir.”
Então caminhou até o carro.
Mas a porta estava trancada.
Alcançando pela janela meio aberta, destrancou por dentro, puxou a porta e entrou no banco do motorista. Sem dizer nada, tomou o celular da mão de Elianna e encerrou a ligação.
A garota deu um grito de susto, depois piscou várias vezes ao ver quem era. “Você… Está viva?”
Ela estava prestes a avisar Wyatt da morte de Yunice.
Agora a encarava com puro terror...
Ela tinha derrubado um homem como Paul com as próprias mãos. Era assustadora.
Yunice olhou o registro de chamadas. A ligação para Wyatt tinha durado apenas três segundos. Elianna não tinha tido tempo de contar nada ainda.
Ela virou a cabeça. “O quanto você ouviu?”
Elianna, sem pensar, respondeu de imediato: “Ouvi tudo o que você disse ao Paul... Ele falou que seu irmão foi incriminado, que quem matou a Elsie de verdade foi o...”
Ela não conseguiu terminar. Uma força a atingiu, segurando a parte de trás de sua cabeça contra o vidro.
Yunice tinha avançado e envolvido o pescoço de Elianna com as mãos.
O rosto dela ficou vermelho. Sua respiração travou na garganta, pânico e medo estampados em sua expressão.
Não esperava que Yunice a atacasse, nem sabia o que tinha feito de errado.
Era porque tinha fugido e não ajudado?
Yunice apertou mais, sua voz baixa e afiada. “Você não ouviu nada esta noite. E se ouviu, é melhor enterrar isso no fundo da sua mente. Se disser uma única palavra a alguém, eu te mato.”
Elianna tremia.
Yunice soltou.

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