A visão de Paul escureceu, e ele caiu de costas direto na vala.
Levou mais de dez segundos para recobrar a consciência. Segurando a cabeça e rangendo os dentes, começou a se levantar devagar.
Mas, no instante em que ia se erguer, o mesmo cano de aço pressionou novamente o topo de sua cabeça.
O rosto dele ficou sério e seus dentes rangeram com tanta força que quase se quebraram. Ele estava furioso, porém, por mais irritado que estivesse, não ousava se mexer.
Ele sabia exatamente o que Yunice queria dizer: se fizesse o menor movimento, ela bateria de novo.
O cano de aço parecia preenchido com chumbo. Um golpe no lugar errado podia matar um homem.
Paul podia ser violento, mas não era suicida.
Yunice achou toda a cena engraçada.
“Essa cara fechada é intensa... Parece um gangster. Mas seus olhos? Por que parecem tão assustados?”
Ela inclinou a cabeça e sorriu. “Você realmente acha que fazer essas expressões te dá a mesma presença que o Wyatt?”
Então caiu na risada.
O cano sobre a cabeça de Paul deslizou lentamente para baixo, erguendo o queixo dele com um toque provocador, forçando-o a olhar para cima.
O olhar de Yunice percorreu as mudanças na pele dele. “Você fez procedimento para tirar as letras do seu rosto? Parece que não ficou muito bom.”
Então acrescentou: “Ainda não me contou... O que fez para irritar tanto meu irmão a ponto dele marcar sua cara?”
O rosto de Paul ficou vermelho, depois esverdeado, depois vermelho de novo, rangendo os dentes de tanta raiva.
Ao ver a mudança em sua expressão, o sorriso de Yunice desapareceu. Em silêncio, ela afastou o cano debaixo do queixo dele.
Paul não era completamente id*ota. A mudança na postura dela deixou claro que outro golpe vinha, então, se apressou em dizer: “Foi por causa do Wyatt!”
“Ele contou sobre mim para os seus irmãos de propósito... Queria forçá-los a escolher um lado e se voltarem contra mim.”
Claro, Oscar tinha marcado o rosto dele e o transformado em inimigo, mas Owen não tinha feito nada para defender Yunice.
Ela já suspeitava que as ações de Oscar tinham alguma relação com ela. Só não esperava que Wyatt também estivesse envolvido.
Yunice pressionou mais: “Então você guardou rancor do meu irmão. Matou a Elsie e o incriminou, achando que podia se vingar de nós dois de uma vez.”
Paul não negou imediatamente. Em vez disso, soltou uma risada distorcida.
O jeito como olhava para Yunice, como se ela fosse uma id*ota completa, fez a pele dela se arrepiar.
“Não fui eu quem matou a Elsie”, ele disse.
“Então quem foi?”, Yunice exigiu.
Paul estendeu a mão. “Me puxa, e eu conto.”

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