Quando Yunice estava chicoteando as pessoas, Owen não reagiu quando Lily foi atingida, mas, no instante em que Elsie levou um golpe, ele explodiu.
Até agora há pouco, quando ajudava as pessoas a se levantarem, ele primeiro apoiou a irmã, depois a mãe.
Ficava claro que, no coração de Owen, Elsie já tinha ultrapassado Lily há muito tempo.
Para Peggy ganhar vantagem na família Saunders, Elsie era uma rival. Ela teria que encontrar uma forma de separá-los.
O braço de Elsie latejava de dor. Ela percebeu tardiamente o olhar de Peggy e retribuiu com um olhar hostil.
Mas Peggy apenas segurou o outro braço de Lily e lançou a Owen um sorriso doce e compreensivo.
Ele não disse nada.
Terrance, porém, aproximou-se e deu um tapinha no ombro de Owen. “Venha comigo. Tenho algo para lhe perguntar.”
Peggy afastou a mão dele com um tapa. “Não está vendo que meu homem está ferido? As costas dele ainda estão sangrando! Não me importa o quão importante seja, pode se sentar aí e esperar sua vez!”
Ela enlaçou o braço de Owen. “Vamos, te ajudo a passar o remédio. Está sangrando demais…”
Elsie também correu para frente, agarrando o outro braço de Owen, a voz engasgada de preocupação. “Deixe-me ajudar com seu ferimento!”
A expressão dele mudou. Ao ver que o braço dela também estava ferido, disse: “Você também está machucada. Deveria cuidar de você primeiro...”
Antes que ele terminasse, Peggy disparou: “Chega dessa troca de gentilezas. Vocês são irmãos, não animais. Como uma irmãzinha vai ajudar o irmãozão a tirar a camisa e enfaixar as costas?”
Por mais grosseiras que fossem suas palavras, Elsie ficou vermelha como um tomate.
Ela estava prestes a fazer cara de inocente quando Peggy a interrompeu: “Dá uma olhada na sua mãe. Ela se feriu protegendo você. Algum dos dois sequer pensou nela?”
Elsie e Owen ficaram atônitos. De repente se lembraram de Lily, que tinha sido deixada de lado todo esse tempo.
Os três nunca tinham se importado com isso até agora. Na família Saunders, o vínculo entre os irmãos sempre foi mais forte. Lily sempre encontrou consolo nisso.
Mas, de alguma forma, quando Peggy disse aquilo em voz alta, aquela dinâmica pareceu distorcida.
Agora, sentindo os olhares da sala sobre eles, Elsie não teve escolha senão soltar o braço de Owen e, corando, ir ajudar Lily.
Porque era isso que fazia sentido para quem estava de fora: Owen e sua esposa deveriam cuidar um do outro, e Elsie, como filha, deveria cuidar da mãe.
Caso contrário, as coisas começariam a parecer… Erradas.
Elsie observou com relutância Peggy sorrir radiante enquanto ajudava Owen a se afastar.
Sem alternativa, ela e Lily voltaram para o quarto.

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