Gill estava tão furiosa que lágrimas se acumularam em seus olhos. Ela lançou um olhar feroz para Elsie. “Quem dá um chicote de presente para alguém? Sua venenosa! Deu aquilo esperando que Owen usasse para bater na minha senhora!”
O rosto dele empalideceu. A verdade era que, depois da primeira vez que usou aquele chicote em Yunice, percebeu o problema.
Ele não conseguiu encarar o quão cruel tinha sido, então guardou o chicote e nunca mais o usou.
Owen admitia que Elsie tinha seus pequenos esquemas, mas toda vez que percebia, já era tarde demais.
Ele pensou em responsabilizá-la, mas sempre que tentava, percebia que não tinha base para isso.
Tudo o que Elsie fez foi lhe dar um chicote. Ela não disse para usá-lo em Yunice.
Ele escolheu fazer aquilo por conta própria. O que isso tinha a ver com ela?
Sempre era assim... Sempre que tentava empurrar a culpa para longe, não encontrava justificativa.
Porque o dano real? Ele tinha causado.
A escolha? Foi dele.
Ninguém o obrigou.
Agora, tudo o que ele queria era fazer as pazes, mas Yunice se recusava.
Ela precisava explodir tudo até que ficasse ainda pior.
Owen já não sabia mais o que fazer. Tudo o que podia era tentar ao máximo proteger sua família.
Ele não podia bater em Yunice novamente.
“O que está fazendo? Bata nela! Ela bateu na sua mãe e na sua irmã! Vai simplesmente ficar parado e aceitar?”
Os filhos de Terrance ainda o incitavam.
Eles estavam desesperados para ver uma briga.
Yunice observou Owen permanecer imóvel e soltou uma risada fria.
Ele tinha criado consciência de repente? Não, apenas estava com medo.
Medo demais para levantar a mão.
Depois daquela viagem à família Crawford, viu de perto a crueldade de Carl e Wyatt.
Até Paul foi levado a julgamento por aqueles dois... O que a família Saunders representava diante disso?
Enquanto os irmãos Moore continuavam provocando-o, Yunice passou por Owen e parou diante de Lily.
Ela se agachou lentamente diante dela.

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