Yunice perguntou calmamente ao policial qual era exatamente a prova de estupro. “Mesmo que haja DNA e lesões físicas, e se foi consensual e ela simplesmente mudou de ideia depois?”
Casos como esse eram comuns. Quando alguém alegava arrependimento, o homem não conseguia limpar o seu nome, mesmo fazendo o impossível!
Era mais ou menos isso que o policial queria dizer. Se Peggy insistisse que foi forçada, Owen precisaria de provas concretas para provar que ela consentiu — caso contrário, seria considerado estupro. Se Peggy retirasse a denúncia, ele poderia ser rebaixado para uma disputa privada e resolvido fora do tribunal. Então, se Owen sairia ileso ou seria preso, isso dependeria inteiramente da decisão de Peggy.
Yunice perguntou se poderia falar com Peggy. “Ela é minha amiga.”
Como ela parecia gentil e inofensiva, o policial imaginou que ela não seria uma ameaça e permitiu que ela falasse com Peggy sob a supervisão de uma policial.
Elsie, sentada diante de Peggy, notou Yunice caminhando em sua direção e sorriu com desprezo.
Owen claramente tinha perdido a cabeça. Ele poderia ter chamado um estranho! Era melhor do que ligar para Yunice! Afinal, se alguém no mundo queria ver a família Saunders cair, era ela. Com Yunice envolvida, uma sentença de cinco anos poderia facilmente se transformar em dez.
Ela olhou para Owen — ele tinha as mãos agarradas às barras, os olhos fixos em Yunice com uma mistura de esperança e desespero. Como se ela fosse sua última tábua de salvação.
Elsie zombou. Se Yunice não tivesse se casado bem, ela nem teria um lugar à mesa, muito menos opinar sobre qualquer coisa.
E Peggy? Ela era uma valentona sem vergonha. Se Yunice nem conseguia lidar com ela, o que ela poderia fazer?
Yunice parou a um metro de Peggy, mantendo uma distância educada. Ela não parecia nada agressiva. “Você está dizendo que o meu irmão agrediu você?”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Filha Invisível