“Vocês têm ideia de como a lei funciona? Um tabefe ainda é agressão!” O policial acenou com a mão. “Todos vocês — venham comigo. Vocês ficarão na delegacia até as suas famílias chegarem para resolver isso.”
Owen e Elsie fecharam a cara. Família? Que família restava aos Saunders?
Lily ainda estava detida pelo tribunal.
Mas a polícia não se importou. Mesmo assim, levaram todos para a delegacia.
Com ferimentos visíveis no rosto de Peggy, foi fácil construir um caso. Ela alegou firmemente que Owen e Elsie a haviam atacado, recusando-se terminantemente a deixar Owen assumir a culpa sozinho — ela garantiu que Elsie também fosse arrastada para isso.
Assim que foi confirmado que Owen e Elsie eram culpados pela agressão intencional, Peggy desferiu um golpe brutal. “Também quero denunciar Owen por estupro. O DNA dele está na minha calcinha. Teste se não acreditam em mim.”
Owen ficou atordoado e em silêncio.
A polícia tentou ligar para o número de emergência que Owen havia fornecido. Não conseguiu.
Ele listou o número do seu irmão mais velho, o único membro da família em quem ele ainda tinha alguma esperança de confiar. Owen não queria espalhar o escândalo, então manteve o assunto em segredo. Mas, sem ninguém para pagar a fiança, ele estava prestes a ser preso. Sem escolha, pegou emprestado o telefone do policial e ligou para Yunice.
Yunice atendeu, pois ela apenas ignorava as ligações da família Saunders.
“Sou eu, Owen. Estou detido na delegacia.” Ele detestava pedir ajuda e sabia que ela provavelmente zombaria dele, mas não tinha mais opções.
Para a sua surpresa, Yunice não o ridicularizou. “Qual delegacia?”

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