Yunice sentou-se encolhida no chão, com o queixo apoiado nos joelhos, e murmurou: “Se tiver a chance, passe o rádio para Wyatt. Só me resta tempo agora — poderia falar com ele o dia todo.”
Laurie percebeu o cansaço na voz dela e rapidamente transmitiu a mensagem para Wyatt.
Do outro lado da linha, Wyatt deve ter corrido — a sua respiração estava ofegante quando atendeu. Depois de um momento para se acalmar, ele falou no rádio: “Sou eu.”
“Vi o Sr. Gerardo hoje”, Yunice disse.
“Mmm...”
“Ele morreu...” Ela conteve um soluço.
Wyatt ficou em silêncio.
“Gravei um vídeo dos últimos momentos dele. Devo entregá-lo para Taylor?”
Se Taylor e Kyla não tivessem testemunhado o sofrimento do Sr. Gerardo, talvez não sofressem tanto. Quando tudo isso acabasse, apenas contar-lhes o resultado poderia ser suficiente. Afinal, isso era algo que ninguém podia controlar. Todos haviam se esforçado ao máximo.
“Eu cuido disso”, disse Wyatt.
“Tudo bem.” Yunice estava cansada.
“Onde você está presa?”
Yunice ergueu os olhos. “No terceiro andar do prédio ambulatorial. Ala de medicina preventiva — farmácia. Como está o Sr. Carl?”
“Eles acham que você ainda está estudando na faculdade de medicina.” Era melhor assim. Não precisava deixá-los preocupados. “Mas Lily veio me procurar. Ela não conseguiu falar com Owen nem com Elsie. Depois de voltar para o interior, foi direto falar com o Sr. Carl. Quase me desmascarou.”
A menção de Lily fez Yunice enrijecer-se. Fazia tempo que ela já não se importava mais com a mãe.
Os dois conversavam distraidamente sobre o que estava acontecendo lá fora, os perigos no hospital, os quase acidentes e o caos em curso. Yunice logo percebeu vozes de fundo vindas do lado de Wyatt no rádio. Não parecia que estavam dentro de casa. Percebendo que ele ainda estava ocupado, ela disse suavemente: “Pode falar. Estou cansada.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Filha Invisível