Talvez fosse mesmo só sorte dela.
Morgan foi colocado numa maca, e quando o médico viu seus ferimentos, sua expressão ficou ainda mais séria.
O médico estava prestes a começar os primeiros socorros para ganhar tempo quando viu Wyatt empurrar Yunice para frente e dizer: “Trate ela primeiro.”
O médico deu uma rápida olhada e viu que ela ainda estava de pé. No entanto, isso não significava que a moça estava ilesa, porque muitos acidentes de carro envolvem pessoas que parecem estar bem, mas sofrem de hemorragia interna, o que é uma situação mais complicada de lidar.
Ignorando Morgan por um momento, o médico examinou Yunice e confirmou que ela não tinha ferimentos graves. Quando estava prestes a voltar para atender o homem, a moça segurou o braço dele. “Posso usar seu equipamento?”, perguntou.
Jordan explicou rapidamente: “Ela também é médica profissional. Se danificar algum equipamento, a gente paga.”
Com a permissão para usar o equipamento, Yunice puxou Wyatt e o examinou pessoalmente.
Ela levantou a roupa dele e olhou, notando algumas lesões superficiais, mas nada grave.
Enquanto o tratava, Yunice perguntou: “Como você chegou aqui tão rápido? Tava me seguindo?”
Foram só dois minutos. A menos que Wyatt a estivesse seguindo desde que ela foi levada para a montanha por Morgan, não era possível que tivesse chegado tão rápido.
“Eu te seguindo?”, arqueou uma sobrancelha, como se achasse que era ela quem o estava seguindo.
Wyatt então perguntou: “Por que você veio pra pista de corrida?”
Yunice olhou para os arranhões dele sem erguer o olhar. “Recebi um convite de um paciente pra vir tratar ele.”
“O paciente nunca apareceu, mas encontrei o Sr. Morgan. Algumas palavras com ele não o deixaram feliz, então me arrastou pro carro e tentou me assustar.”
Wyatt perguntou: “Que paciente?”
Yunice respondeu: “Tô tão curiosa quanto você sobre esse paciente. Quando eu recuperar meu número, você me ajuda a checar?”
Wyatt abaixou os olhos e viu que a moça já tinha enfaixado o braço dele. No entanto, não soltou imediatamente. Em vez disso, passou os dedos com carinho pela pulseira no pulso dele.
O homem puxou o braço de volta, dizendo friamente: “É minha.”
Yunice deu um leve sorriso e nem se deu ao trabalho de olhar para a pulseira.

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