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A Filha Invisível romance Capítulo 107

Enquanto Yunice se aproximava, os lunáticos se espalhavam rindo e gritando, revelando o corpo sem vida de Lauren estirado no chão.

Metade do rosto dela estava esmagado, uma bagunça pegajosa colada ao piso frio. Seus olhos arregalados, sem piscar, encaravam a jovem, cheios de relutância, ódio e morte.

A garota prendeu a respiração. Seus olhos se abriram. Mas, em vez de acordar, a cena diante dela a fez duvidar se realmente tinha saído do pesadelo.

Porque ela viu Wyatt.

Ele estava deitado ao lado dela, na mesma cama. A cabeça dele repousava no braço dela.

Deus sabe por quanto tempo ficou pressionando. Yunice não sentia mais o braço. Estava dormente a ponto de parecer inexistente.

Pior ainda, ele estava acordado. Deitava de lado, com os olhos semicerrados, traçando preguiçosamente cada detalhe do rosto dela.

Os dedos dele, quentes e calejados, roçaram a bochecha dela. A voz grave veio em seguida: “Sua cicatriz… parece que está sumindo.”

Aquilo não era um sonho!

Ela voltou à realidade num instante. Puxou o braço de volta.

Wyatt ergueu a cabeça levemente, observando enquanto ela abraçava o braço contra o peito, como se o protegesse de ser usado como travesseiro de novo.

Esse homem, um homem adulto, realmente deixou alguém segurá-lo para dormir? Ridículo.

Os dois mal eram próximos. Ela olhou ao redor do quarto e viu que a empregada tinha sumido. A luz do sol entrava pelas frestas das cortinas.

A manhã chegou.

O olhar de Wyatt ainda estava nela, firme, insistente, fazendo o couro cabeludo dela formigar.

Esse homem não tem casa própria? Por que sempre acaba na minha cama?

Yunice não pôde evitar lembrar da provocação de Gill na noite anterior…

Homens pensam com a parte de baixo.

E Wyatt já tinha mostrado interesse por ela mais de uma vez.

Agora, deitados assim, a mente dela disparou.

As pernas dele não são boas, mas se um dia o clima esquentasse, isso significava que ela teria que… tomar a iniciativa?

A jovem ficou séria. Preferia morrer.

Como se sentisse os pensamentos dela, o homem alcançou o braço dela de novo.

A garota ficou em alerta na hora.

Já? Agora? Para de puxar! Não quero dormir com homem nenhum! Será que eu devia aleijar ele de vez? Era só um tiro, afinal.

A voz dele estava calma. “Me dá seu braço. Vou voltar a dormir.”

“…” Antes que ela pudesse reagir, ele já tinha puxado o braço dela de volta e colocado sob o pescoço. Depois, sem dizer mais nada, se aproximou, fechou os olhos e dormiu.

Yunice ficou sem palavras.

O que… o que foi isso? Deixa para lá. Que ele faça o que quiser.

Ele não estava dormindo?

“…” Quero ver você dizer isso quando alguém te xingar em russo e você não entender nada.

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