Yunice achou aquilo perfeito. Não queria se envolver demais com ele mesmo.
Sugeriu usar os comprimidos de Alfasirox como remédio, e Wyatt entregou 41 mil dólares na hora.
A consulta com a Sra. Johnson custava 140 mil.
E agora, com o pagamento adiantado pela fórmula melhorada, a garota tinha um total de 222 mil nas mãos.
Nos dois dias seguintes, Kingsley a ajudou a contatar uma loja de medicina tradicional que queria vender toda a operação.
O local era um pouco afastado. Ficava perto da parte norte da cidade.
A jovem foi inspecionar a loja. O interior era decorado em estilo clássico de madeira vermelha, tradicional e discreto. As ervas em estoque também não eram de baixa qualidade.
Mais importante, o preço era bem razoável. A loja inteira custaria 95 mil. Estava dentro do orçamento dela.
Sem hesitar, usou sua nova identidade para assinar o contrato. Mas também contratou uma equipe de reforma para fazer uma adição especial: uma divisória dobrável no centro da loja, alta o suficiente para cobrir o rosto e a parte superior do corpo.
No meio da divisória, havia uma abertura em forma de leque, larga o bastante para passar uma mão.
A loja estava pronta. Agora, só faltavam clientes.
Por sorte, tinha tempo de sobra. A família Saunders não se dava ao trabalho de incomodá-la, e a família Powell não tinha tempo livre.
Então, ficava na loja todo dia, estudando em silêncio enquanto esperava os clientes aparecerem aos poucos.
A localização da loja não era boa e o movimento era fraco. Era exatamente por isso que o dono anterior quis vender.
Em três dias, só dois ou três moradores da vizinhança haviam aparecido. Todos com problemas leves, como dor de cabeça ou resfriado.
Mas a jovem não estava nem um pouco ansiosa. Gill a ajudava a cuidar da loja, ficando tão entediada que cochilava com a cabeça apoiada no balcão.
Foi quando o som de uma porta de carro fechando ecoou do lado de fora. O motor desligou.
Acordando assustada, a empregada se animou na hora. Um cliente!
Ela rapidamente colocou a máscara no rosto e correu para porta. Mas, no momento em que viu as pessoas lá fora, congelou e recuou vários passos por instinto.
De trás da divisória, Yunice observava curiosa pelos padrões entalhados na madeira.
Gill apontou para fora, com o rosto cheio de pânico, tentando articular palavras para a garota, mas quanto mais nervosa ficava, mais a língua embolava. No fim, nenhuma palavra útil saiu.
A essa altura, as pessoas de fora já haviam entrado.
Gill virou as costas rápido, levantando a mão para cobrir o rosto, como se tivesse medo de ser reconhecida.
E a jovem, espiando pela divisória, finalmente viu quem era. Era Paul.
Não era à toa que a empregada ficou tão chocada.
Pra evitar problemas, Yunice sempre atendia os pacientes sem mostrar o rosto. Esse era o propósito da divisória.
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