Lucien Duskgrave apenas balançou a cabeça, sua voz firme, “Não se preocupe. Eu já entreguei o trabalho ao Duque.”
Riley ficou em silêncio por um momento antes de assentir. Ela sabia que uma vez que Lucien tivesse tomado uma decisão, não havia força em Stormridge - ou além - que pudesse influenciá-lo.
Caelum Knox já tinha o veículo esperando nos portões. Quando Riley e Lucien entraram, ele ligou o motor com habilidade prática.
Do banco de trás, Riley olhou para Mooncrest - a cidade que havia sido sua prisão e seu refúgio. Seus olhos se suavizaram, não por amor à cidade em si, mas pelas poucas almas que ela relutava em deixar para trás - Lucien e Matriarca Duskgrave. Ela sabia que uma vez que se afastasse, talvez nunca houvesse um caminho de volta.
A viagem foi silenciosa. Quando chegaram aos sopés das montanhas distantes, o sol já havia começado sua lenta descida, lançando o caminho em ouro e sombra.
A estrada da montanha era traiçoeira - estreita, irregular e cheia de pedras afiadas como presas de lobo. A manqueira de Riley tornava cada passo uma luta brutal. Ela cerrava os dentes, determinada a não fraquejar, mas Lucien viu através de sua máscara frágil com facilidade.
Ele se agachou diante dela, sua voz baixa, um rosnado suavizado em algo quase terno.
“Suba. Eu vou te carregar.”
Riley balançou a cabeça rapidamente. “Essas estradas são perigosas. Se eu te atrasar -”
“Chega”, interrompeu Lucien, seu tom não deixando espaço para argumentos. Seus olhos queimavam como fogo de tempestade. “Se você cair, será por minha culpa. Agora… suba.”
O peso de seu comando não deixou escolha a ela. Depois de um momento de hesitação, Riley se pressionou contra as costas dele, sentindo a solidez dele enquanto ele se erguia com facilidade. Suas mãos se fecharam firmemente ao redor de suas coxas, como se ele nunca fosse deixá-la escorregar.
Caelum abriu caminho, limpando um caminho sobre pedras afiadas e raízes retorcidas. O ar cheirava a terra úmida e sangue fraco - território de Rogues.
Lucien se movia com cuidado, cada passo medido, mesmo enquanto o suor brilhava em sua testa e encharcava sua camisa. Riley descansou a cabeça em seu ombro, a culpa roendo seu peito.
“Você deveria me colocar no chão”, sussurrou ela em seu ouvido. “Eu posso andar.”
Lucien apenas soltou uma breve risada. “Você vai ficar onde está. Estamos quase lá.”
Sua voz era firme, comandante, e Riley se aquietou. Ela estendeu a mão uma vez, limpando o suor de sua têmpora. Seus lábios se curvaram levemente, o cansaço aliviado pelo toque dela.
Depois do que pareceu uma eternidade, a linha irregular de cabanas improvisadas apareceu ao longe, meio escondida nas sombras da montanha. Elas ficavam tortas e quebradas, cicatrizes de um lugar abandonado por qualquer verdadeiro vínculo de Matilha.
Foi lá que o Alfa Alaric da Matilha Ebonclaw e Scarlett foram lançados para sobreviver.
Lucien finalmente colocou Riley no chão, e juntos com Caelum, avançaram. Quanto mais se aproximavam, mais apertado o peito de Riley ficava. Memórias antigas, afiadas e venenosas, surgiam a cada passo. A mão de Lucien encontrou a dela, seu aperto firme, a ancorando.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Filha da Alcateia (Aysel)
Comprei moedas e os Capítulos a partir do 96 não foram desbloqueados, site ruim....