O sorriso do Alpha Hale suavizou, um calor calculista brilhando em seus olhos.
“Bem, acontece que não temos nada urgente em casa hoje. Por que você não convida aquela garota?”
Jace Hale sentiu seu estômago afundar. Não era que ele não quisesse trazer Carmen aqui - Lua acima, se fosse tão fácil, ele teria feito isso há muito tempo. Mas Carmen não era do tipo que vinha correndo só porque alguém pedia; ela era toda garras e dentes, e não respondia a ninguém.
Enquanto isso, do outro lado de Mooncrest, Carmen estava parada na base dos degraus da sala de aula, o telefone pressionado contra a orelha. A ligação havia caído. Sem voz, sem desculpa, apenas silêncio.
Seu humor, já fervendo, azedou ainda mais. Com um suspiro exasperado, ela desligou, enfiando o aparelho no bolso do casaco e caminhando em direção ao refeitório do campus.
O cheiro de dezenas de lobos - jovens, inquietos e barulhentos - atingiu-a antes mesmo de entrar. Hora do almoço. Filas se estendiam além dos balcões. Carmen ficou na fila, seu olhar afiado fixo à frente, até que finalmente teve seu prêmio: uma tigela fumegante de sopa de macarrão com carne, o caldo rico e fragrante.
Ela a levou para um canto sombreado, colocou sua bandeja e começou a comer em paz. Ou pelo menos tentou.
Sussurros escorregaram para seus ouvidos da mesa ao lado.
“Olha só para ela.”
“Tsc. Ouvi dizer que ela era a prostituta mantida de algum Alpha. Nojento.”
“Não é? Ainda tem a cara de pau de aparecer aqui. Se fosse comigo, eu já teria me enfiado em um buraco.”
“Ser mantida parece muito bom para mim - ser paga para ficar deitada? Ela tem vida fácil, e é rica. Não é verdade?”
O riso deles soou como garras em pedra.
Os pauzinhos de Carmen pararam por um breve instante, seus olhos dourados se estreitando. Então, como se as palavras nem tivessem tocado nela, ela voltou a comer.
Fofocas eram notícia velha. Veneno havia sido cuspido em sua direção por anos; ela havia construído seu próprio tipo de armadura. Em menos de um ano, ela e Riley estariam fora daquele lugar. Esses chacais mesquinhos não valiam o seu tempo.
Mas aparentemente, ignorá-los só os encorajava. Um pedaço de cebolinha pousou em seu ombro. Depois um dente de alho. Depois um pedaço de raiz de gengibre.
O cheiro de cebola e caldo grudou em seu cabelo e pele, invasivo e azedo.
Devagar, Carmen colocou seus pauzinhos. Ela se levantou, tigela na mão, virou -
- e em um movimento fluido, virou o restante dos noodles sobre a cabeça da garota atrás dela.
Um grito rasgou o refeitório, agudo como o choro de morte de um lobo. Cabeças se viraram - os que estavam comendo, os que estavam na fila - cada par de olhos atraído para o espetáculo.
Noodles grudavam no cabelo da garota, caldo escorrendo pelo rosto, sua expressão uma mistura de indignação e incredulidade.
Carmen deixou a tigela vazia cair na mesa com um baque surdo e virou-se para sair.
“Carmen! Não ouse virar as costas!” latiu uma das amigas da garota.
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Filha da Alcateia (Aysel)
Comprei moedas e os Capítulos a partir do 96 não foram desbloqueados, site ruim....