Suzanne saiu imediatamente ao perceber a tensão no ambiente, fechando a porta atrás de si.
Isla sabia muito bem que Wyatt nunca tinha sido gentil com ela, e naquele momento, não estava pronta para ficar no caminho dele. Então levantou-se do sofá, prestes a sair em silêncio, quando a mão de Gabriel segurou a dela. O aperto era firme e protetor.
— Fique. — Disse ele em um tom ríspido, carregado de irritação. — Meu irmão já está de saída.
A dureza em sua voz a assustou. Gabriel raramente perdia a calma, mas agora parecia perigosamente perto de explodir.
Wyatt deu um passo à frente, o olhar afiado passando de Gabriel para Isla, e depois de volta a Gabriel. Sua voz carregava autoridade, daquele tipo que exigia atenção.
— Acabei de chegar. — Disse friamente.
— E ninguém sai daqui até eu terminar.
As palavras soaram como uma ameaça. Isla congelou onde estava, sentindo o estômago se revirar. O maxilar de Gabriel se contraiu, o peito subindo e descendo quando ele soltou o ar pelo nariz.
— Wyatt. — Começou Gabriel, a voz carregada de fúria.
— Você não pode simplesmente entrar no meu escritório sem permissão. Eu tenho um compromisso importante e não tenho tempo a perder. Então seja lá o que te trouxe aqui, diga logo e vá embora.
Wyatt sorriu de lado, inclinando levemente a cabeça, como se estivesse se divertindo com o temperamento de Gabriel.
— Enviei um contrato que precisa da sua assinatura. — Disse em tom calmo.
— Achei que esse fosse o objetivo da reunião do conselho: discutir todos os contratos pendentes. Mas não… você cancelou e adiou para a próxima semana?
Cada palavra foi dita para provocá-lo. Gabriel não respondeu. Apenas encarou o irmão com um olhar de aviso.
O sorriso de Wyatt desapareceu. Ele suspirou e adotou um tom mais brando.
— Tudo o que eu preciso é que você assine o contrato, Gabriel. Depois disso, vou embora. Só isso.
Gabriel se afastou sem responder e voltou até a mesa. Pegou o telefone, falou brevemente em voz baixa, mas tão baixa que nem Isla conseguiu entender, e desligou em seguida. Seus movimentos eram calmos, mas carregados de irritação.
Ele vestiu o paletó e abotoou-o com cuidado, então se virou para o irmão.
— Vou analisar o contrato amanhã, quando voltar ao escritório. — Disse com indiferença.
— Agora, minha esposa e eu temos um compromisso. Então, se nos der licença, gostaríamos de nos retirar.
Ele segurou a mão de Isla e começou a caminhar em direção à porta.
Mas a voz de Wyatt ecoou pelo escritório, fazendo Isla estremecer.
— Ninguém sai deste escritório até que eu tenha esse contrato assinado!
Gabriel parou. Lentamente, virou-se, o rosto ainda mais tomado pela raiva.
— Como é? — O tom dele era perigosamente calmo.
— Você acha que, só porque é meu irmão mais velho, pode me dar ordens como se eu fosse um dos seus assistentes? Cuidado, Wyatt. Não force a barra.
Os lábios de Wyatt se curvaram em um sorriso amargo.
— Você acha que eu gosto de fazer isso? — Disse. Então, mudou de assunto de repente, o tom agora era acusatório.

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