— O que você fez com a minha esposa?
Gabriel se levantou da cadeira, os olhos cheios de emoção enquanto caminhava em direção à esposa.
Isla riu, a confiança irradiando por todo o seu corpo enquanto dava um passo à frente para encontrá-lo no meio do caminho. Os braços dele se fecharam firmemente em torno da cintura dela, puxando-a contra o peito, e ele encarou diretamente aqueles olhos azul-elétrico.
— Você é a esposa mais linda e mais apoiadora que qualquer homem poderia ter. — Disse suavemente, a voz carregada de orgulho.
— Você acabou de fazer algo que eu venho lutando para fazer… e fez isso em um piscar de olhos.
Isla continuou sorrindo, as mãos se entrelaçando suavemente em seu pescoço.
— Bem. — Ela provocou. — De nada.
Antes que pudesse dizer qualquer outra coisa, Gabriel capturou os lábios dela em um beijo profundo, cheio de fome e paixão. Uma de suas mãos deslizou para a parte de trás da cabeça dela, os dedos se enroscando em seus cabelos loiros e macios, enquanto a outra segurava sua cintura com firmeza. O calor de sua respiração se misturou ao dela, e a química entre eles se intensificou; era como se o mundo lá fora tivesse deixado de existir.
Um gemido baixo escapou dele quando sua língua roçou a dela, provando-a, provando tudo nela. Isla se derreteu contra ele, pressionando o corpo para mais perto até o peito dela encontrar o dele. Ela queria senti-lo por completo, se perder na segurança de seu abraço.
Mas justo quando o beijo se aprofundava, uma batida forte ecoou na porta.
Gabriel gemeu de frustração, apoiando a testa na dela por um momento antes de se afastar com relutância. Ele se virou em direção à porta, ainda mantendo Isla próxima.
— Quem é? — Perguntou em voz alta.
— Senhor. — A voz de Suzanne soou do lado de fora.
— Eu só queria lembrá-lo da reunião do conselho—
— Remarque para a próxima semana. — Gabriel a interrompeu.
— E, Suzanne… feche o Tropicana para um almoço privado para mim e minha adorável esposa. Só nós dois. Faça isso agora.
— Sim, senhor. Imediatamente. — Respondeu ela.
Quando os passos se afastaram, Isla não conseguiu conter uma risadinha.
— O que você está fazendo? — Perguntou, meio divertida, meio surpresa.
Gabriel olhou para ela com um brilho travesso nos olhos.
— O que parece que eu estou fazendo? Estou cancelando tudo para passar o resto do dia com a minha esposa.
Ele pegou a mão dela com delicadeza e a levou até os lábios, depositando um beijo lento em seus nós dos dedos sem quebrar o contato visual. Seu olhar se suavizou ao encará-la.
— Eu te amo. — Sussurrou Isla, a voz quase inaudível. Seus olhos estavam cheios de ternura, como se estivesse lhe entregando o coração novamente.
Gabriel sorriu de leve, o polegar roçando a pele dela.
— Eu sei. — Respondeu.
O calor que preenchia o peito dela momentos antes desapareceu. As palavras dele e a resposta que ele deu não eram o que ela queria ouvir. Ela queria que ele dissesse de volta, que dissesse que também a amava. Mas ele não disse. Nunca dizia.
O silêncio entre eles se estendeu por tempo demais, e Gabriel percebeu a mudança sutil em sua expressão, o jeito como o sorriso vacilou, o brilho em seus olhos diminuindo um pouco.
— Amor. — Ele disse, a voz mais suave.
— O que foi?
Isla balançou a cabeça rapidamente, forçando um sorriso fraco.
— Nada. — Sussurrou. Mas o tom de sua voz a traiu.

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