Nesta manhã, Isla e Gabriel estavam sob a chuva morna do chuveiro. O vapor preenchia o banheiro, envolvendo-os e proporcionando o calor constante de que tanto precisavam.
Tudo estava mudando muito rápido em suas vidas. A morte de Alfred Wyndham trouxera uma tristeza pesada, mas também lhes dera algo raro: tempo. Todas as empresas Wyndham permaneceram fechadas pelo período de luto, honrando o falecido homem que moldara tanto o mundo deles.
Pela primeira vez, Isla tinha Gabriel só para si, sem a pressa do trabalho ou deveres que o afastavam. Parecia uma verdadeira lua de mel, roubada do caos, e seu coração transbordava com uma mistura de pesar e profunda gratidão. Ela se inclinou contra ele, sentindo-se segura e amada de uma forma que fazia seus olhos arderem com lágrimas contidas.
Gabriel não conseguia manter as mãos longe de sua esposa. Seu toque estava em toda parte, gentil e faminto, como se precisasse lembrar a si mesmo de que ela era real, de que eles tinham aquele momento. Ele parou atrás dela, o peito forte pressionado contra as costas dela, enquanto a água caía em cascata sobre suas peles.
Suas mãos grandes adoravam o corpo dela, traçando as curvas suaves de seus quadris até a cintura, cada centímetro delicado que a tornava dele. Ele massageava os ombros dela, desfazendo os nós de tensão acumulados por dias de preocupação e perda.
Isla apoiou-se totalmente nele, inclinando a cabeça para trás em seu ombro, seu corpo derretendo sob os cuidados dele. O calor da água misturava-se ao calor dele, suavizando seus músculos doloridos, mas despertando algo mais profundo, um anseio que crescia apenas com o toque.
— Você gosta disso? — Ele soprou contra a curva do pescoço dela, sua voz baixa e sedutora. Seus lábios roçaram a pele úmida, e as palavras enviaram calafrios por sua espinha, mesmo sob o calor.
— Eu amo, continue. — Ela quase gemeu, sua resposta suave e carente. Sua voz tremia de emoção, o simples ato do toque dele a fazia se sentir valorizada, mesmo após a noite ardente que tiveram. Ela ainda ansiava por mais dele.
— Eu tenho um plano lindo para nós. — Acrescentou ele, o tom carregado de promessa, como se estivesse revelando um segredo. Suas mãos deslizaram para baixo, aninhando seus seios fartos, apertando-os gentilmente, os polegares circulando os mamilos que se enrijeciam. A sensação disparou direto para o seu ventre uma faísca de prazer em meio ao peso emocional que carregavam.
— Você confia em mim, Isla?
— Eu confio. — Ela ofegou, a respiração rápida e irregular, galopando como seu coração. Confiar nele era fácil e natural. Eles haviam passado por muita coisa. Já tinham superado aquela fase em que a dúvida governava suas vidas. Não mais.
Os lábios dele viajaram lentamente pelo pescoço dela, beijando o ponto sensível onde o pulso acelerava, depois subindo pela lateral do rosto, mordiscando o lóbulo da orelha antes de retornar à garganta. Cada beijo era um voto, terno porém possessivo, o hálito dele quente contra a pele dela. Mas suas mãos nunca deixavam os seios dela.
Ele os massageava com intensidade crescente, rolando os mamilos entre os dedos até que ela se arqueasse contra ele. A água deixava tudo escorregadio, realçando cada toque, cada deslizar de pele com pele.
Seu pênis rígido pressionava contra as costas dela, duro e insistente, cutucando-a a cada movimento sutil. Ele provocava choques elétricos por todo o corpo dela, direto para o seu centro pulsante. Sua vagina ansiava por ele, latejando com uma necessidade profunda e exigente de alívio.
O luto os deixara vulneráveis, com as emoções misturadas ao desejo, tornando aquela intimidade urgente, como se estivessem reivindicando a vida em meio à perda. Ela mordeu o lábio, um gemido suave escapando quando a ponta dele roçou sua bunda, provocando sem penetrar.

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