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A Extraordinária Noiva da Família Wyndham romance Capítulo 161

E aquilo foi o suficiente. As últimas palavras dele a estilhaçaram completamente. Ela pertencia a ele agora, de corpo, alma, tudo. Ele a havia reivindicado de formas que ela jamais imaginara, não apenas sua carne, mas seu coração dolorido, arrancando-o das sombras onde ela o escondia.

A ficha caiu como uma tempestade, lágrimas se misturando ao suor em sua pele, o peito apertado por um amor tão intenso que a aterrorizava. Aquele pegador, aquela fera bruta, a havia roubado por completo, e naquele momento, ela não se importava com os riscos, com a dor que ele pudesse causar. Ela era dele, totalmente, e esse pensamento acendeu uma chama em suas veias que consumiu todas as dúvidas.

— Eu te amo. — Ela sussurrou, as palavras escapando de seus lábios como uma confissão, cruas e trêmulas, sua voz falhando sob o peso de anos de um anseio oculto.

Ele congelou. Seu corpo ficou rígido contra o dela, o calor dele paralisado pelo choque. Sua masculinidade ainda pulsava dentro dela, mas tudo silenciou; o ar ficou espesso de tensão.

— O que você me disse, Betsy? — Ben perguntou, a voz baixa e carregada de incredulidade, seus olhos cinzentos buscando os dela na escuridão refletida pelo horizonte da cidade.

— Eu disse que te amo, seu idiota. Satisfeito? — Ela retrucou, o tom desafiador mesmo enquanto seu coração martelava e a vulnerabilidade a inundava como uma maremoto. Ela se preparou para a rejeição, para que as barreiras dele se erguessem, mas a necessidade em seus olhos a traía. Desesperada, exposta, ansiando por sua aceitação.

Ele soltou uma risada baixa e sombria, o som vibrando no peito dele e reverberando nas costas dela. Num movimento rápido, quase impossível de acompanhar, ele avançou de novo, intenso, fazendo-a se abrir ainda mais, indo mais fundo do que antes, até arrancar um suspiro dela, enquanto seu corpo reagia em espasmos involuntários.

A surpresa do momento fez uma onda de sensações percorrer todo o corpo dela, fazendo-a se arquear sem perceber, perdida em um turbilhão de emoções. Amor, medo e prazer se misturando de um jeito intenso, tudo ao mesmo tempo.

— Agora, eu quero ouvir você gritar o meu nome. — Ele rosnou, o hálito quente em seu pescoço.

— Deixe que todos em Carminton ouçam o que apenas eu posso fazer com o seu corpo, como eu faço você chorar por mim.

O aperto dele se intensificou em sua cintura, os dedos cravando-se em sua pele macia como marcas de ferro, selando-a como sua. Então, ele começou a golpeá-la com estocadas implacáveis, cada investida firme e profunda, seus quadris colidindo contra ela com um som úmido e rítmico que ecoava no quarto. Ela o envolvia como um vício, lubrificada e sensível, cada centímetro dele arrastando-se contra suas paredes internas, criando uma pressão que fazia sua visão embaçar.

As mãos dela voaram para as bordas da janela, os dedos espalhando-se contra o vidro frio em busca de apoio enquanto sua bochecha pressionava a superfície; as luzes da cidade borravam-se em rastros lá embaixo. Ele a possuía da forma mais insana, movendo-se com força selvagem, atingindo pontos que faziam estrelas explodirem atrás de suas pálpebras. As emoções a atropelavam, um amor possessivo por aquele homem que quebrara todas as suas regras, o arrependimento pelos dias desperdiçados lutando contra isso, e uma alegria selvagem por ele finalmente estar vendo sua verdade.

— Oh Deus, eu amo isso. — Ela gemeu, as palavras saindo sem filtro, a voz rouca de necessidade enquanto seu corpo balançava no ritmo dele, os seios arfando, a pele em brasa.

O ritmo dele aumentou, os quadris se encaixando do jeito certo, movendo-se com uma precisão quase absurda, atingindo cada ponto mais sensível dela. Cada movimento fazia uma onda quente se espalhar pelo corpo dela, arrancando reações intensas, enquanto ela se perdia ainda mais na sensação.

Sem conseguir se conter, ela chamou o nome dele, num tom alto e quebrado, a voz se desfazendo no ar da noite.

— Ben, oh Ben! — Ela clamou, sua voz ecoando no vidro, lágrimas de um prazer avassalador correndo por seu rosto.

— Sim, baby, você é deliciosa. — Ele ofegou, sua própria voz tensa pelo esforço de conter-se, o suor escorrendo por sua têmpora enquanto a via desmoronar.

— Seu corpo está me sugando, tão quente e pronto, feito apenas para mim.

Seus gritos misturavam-se a risadas sem fôlego, o absurdo de sua alegria em meio àquele caos preenchia o quarto enquanto ele a levava à loucura. O riso borbulhava entre os gemidos, uma libertação da tensão acumulada por tanto tempo, o amor confessado, o corpo rendido, o coração exposto.

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