Ele saiu de dentro dela e voltou a penetrá-la. Sua vagina mais uma vez apertou seu grosso pênis com firmeza, puxando-o para mais fundo a cada contração. Gabriel gemeu alto e profundo, o som reverberando de seu peito no ar úmido.
O prazer o atingiu com força, misturando-se à dor latente em seu coração pela perda recente. Ele se sentia vivo dentro dela, cada aperto o lembrava do laço inquebrável que os unia, afastando as sombras do luto.
— Porra, Isla. — Ele disse, com a voz rouca e embargada. Fechou os olhos com força por alguns segundos, enterrando o pênis todo na vagina quente e molhada dela. A sensação de plenitude fez seu corpo estremecer, uma onda de amor e desejo o inundando. As mãos dela pressionavam firmemente o vidro embaçado, os dedos se abrindo com o vapor e a força das estocadas dele. A água escorria pelos braços dela, a respiração embaçando ainda mais a superfície a cada suspiro.
— Você é tão apertada. E tão escorregadia. — Continuou ele, as palavras roucas de fome. Suas mãos fortes seguravam a cintura dela com firmeza, os dedos cravando-se na pele macia, mantendo-a estável enquanto ele se retirava até a metade.
O atrito do pênis dele contra as paredes dela provocou faíscas em ambos. Então ele penetrou com força novamente, o som úmido da pele contra a pele ecoando alto no chuveiro. O corpo de Isla se inclinou para a frente, um suspiro agudo escapando de seus lábios, seu coração batendo forte com uma mistura de alegria e tristeza, esse tempo roubado parecia um presente em meio à dor.
— Gabriel. — Ela gemeu o nome dele, o som alto e carente, tremendo de emoção. Sua voz falhou, carregando o peso de seu amor, o medo de perdê-lo para o mundo novamente e o puro êxtase de tê-lo agora.
Seus quadris começaram a se mover, estabelecendo um ritmo acelerado que cresceu rapidamente. Cada estocada era profunda, a fricção insana, dominando seus sentidos. Ambos gritaram, os gritos dela agudos e desesperados, os grunhidos dele baixos e selvagens enquanto a superestimulação do prazer compartilhado os consumia.
A água batia com força nas costas deles, misturando-se aos sons úmidos do pênis dele entrando e saindo, enquanto o corpo dela se movia ao redor dele. As emoções fervilhavam: a paixão ardia forte, a dor tornava cada toque mais urgente e o amor os unia com mais força.
— Você consegue me sentir, Isla? — Ele perguntou, com a voz tensa. Abaixou-se e pressionou o clitóris inchado dela com o polegar, esfregando com força em círculos. A pressão repentina a fez gritar, um grito alto e rouco que ecoou no piso, seu corpo arqueando-se contra ele.
O prazer disparou como eletricidade; a pulsação ali sob o toque dele fazia as emoções colidirem. A confiança nele, a vulnerabilidade pela dor do dia, o êxtase fazendo-a se sentir completa.
— Sim, eu sinto você tão fundo, Gabriel. — Ela respondeu, as palavras sem fôlego e honestas. Ela sentia cada centímetro dele a expandindo, preenchendo o vazio interior, tanto do corpo quanto da alma. Sua voz tremia com lágrimas de um sentimento avassalador.
— Ótimo. — Ele respondeu, penetrando-a com mais força. Seus quadris se moveram para a frente, atingindo mais fundo em seu centro a cada investida. Ele se retirou quase completamente, o ar frio acariciando sua entrada por uma fração de segundo, antes de penetrá-la novamente com força.
Ele repetiu o movimento de entra e sai num ritmo implacável. Isla se desfez em lágrimas, com o rosto em prantos, as lágrimas escorrendo e se misturando com a água do chuveiro. Seus soluços eram suaves a princípio, depois mais altos, e se tornaram sufocantes, uma mistura de prazer e a profunda dor da perda que compartilhavam. Ela se sentiu exposta, amada, com o coração se abrindo da melhor maneira possível.

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