O telefone de Gabriel tocou no exato momento em que ele parou de falar. O som agudo o assustou. Ele puxou o aparelho do bolso e olhou o identificador de chamadas. No segundo em que viu o nome, seu corpo inteiro paralisou. Sua expressão congelou, e ele não conseguiu se mover.
Ele atendeu imediatamente.
A princípio, não disse nada. Ficou apenas ouvindo, sua mandíbula flexionando-se sutilmente enquanto a voz do outro lado falava. Somente quando a pessoa terminou, Gabriel finalmente exalou.
— Sim, vovô. — Ele soltou o ar baixinho.
O coração de Isla deu um salto. Ela se levantou na mesma hora ao ouvir o nome: Alfred Wyndham. Seus olhos brilharam com um alívio instantâneo. Isso significava que o velho senhor havia acordado. Sua empolgação borbulhou dentro de si, quente e transbordante. Ela rezou por este momento, e agora ele finalmente chegou.
Gabriel encerrou a chamada lentamente. Sua expressão mudou num instante. A felicidade lampejou em seus olhos, um alívio profundo e suave por Alfred estar acordado. Mas por trás desse alívio, Isla viu algo mais. Algo parecido com medo.
Ele parecia um homem que esperara tempo demais para ouvir a verdade... mas que estava apavorado com o que essa verdade poderia ser.
Isla aproximou-se e segurou gentilmente as mãos dele. Os dedos dele estavam tensos a princípio, mas relaxaram ao toque dela. Quando ele olhou para ela, seus olhos suavizaram-se. Ele esboçou um pequeno sorriso encorajador.
— Estou bem. — Ele murmurou, embora ela soubesse que ele não estava nada bem.
Isla assentiu, compreendendo o peso por trás da voz dele.
— Eu sei. — Disse ela suavemente.
— Mas você deve ir até ele. Ouvir o que quer que ele precise dizer.
Gabriel engoliu em seco e assentiu.
— Só não sei o que mais ele quer me dizer. — Admitiu ele em voz baixa.
— É por isso que você precisa ir. — Sussurrou Isla, ainda segurando as mãos dele.
— Não deixe o velho esperando. Vá se vestir.
Gabriel inclinou-se e pressionou um beijo breve nos lábios dela. Foi rápido, gentil, mas cheio de emoção. Então ele se virou e se afastou.
Isla permaneceu onde estava até que ele desaparecesse no elevador. Só então ela voltou para suas amigas. Ela forçou um sorriso.
— Sinto muito por isso. — Disse ela.
— Nós entendemos. — Betsy respondeu calorosamente.
Isla sentou-se novamente. Mas antes que pudessem continuar a conversa, outro telefone tocou. Desta vez, o som veio da mesa de centro.
Sofie agarrou rapidamente seu telefone e olhou para a tela. A chamada terminou quase imediatamente, substituída por uma notificação de mensagem. Ela perdeu o fôlego ao ver o nome.
Peter.
Ela abriu a mensagem.
[Estou a caminho.]
Sofie congelou, sua mão apertando o telefone. Ela pressionou o dispositivo contra o peito, os dedos tremendo levemente. Sua respiração tornou-se rasa com o nervosismo e a excitação.
Isla e Betsy trocaram olhares e depois a encararam, com as sobrancelhas erguidas em uma pergunta silenciosa.
Sofie olhou para elas, desamparada.
— Ele está vindo para cá. — Sussurrou ela.

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