O Tropicana Cuisine estava excepcionalmente movimentado esta noite. As luzes quentes, a música suave e o movimento constante dos garçons faziam todo o lugar parecer vivo. Mas Peter foi esperto o suficiente para reservar uma sala de jantar privativa. Um espaço tranquilo onde pudesse sentar-se à frente da mulher simples que capturara sua atenção algumas semanas atrás, Sofie.
E agora ali estavam eles.
Sofie sentava-se oposta a ele, seus dedos tocando levemente a borda de seu prato. Ela estava estranhamente quieta. Não que fosse tímida, não, ela nunca foi desse tipo, mas sentar-se diante de Peter fazia seus nervos se entrelaçarem dentro de si.
Peter era um homem perigosamente bonito. Um tipo de beleza que nem fazia sentido. Seus olhos azul-gelo carregavam uma intensidade silenciosa. Seu maxilar era marcado, seu corpo construído com uma força natural, e a confiança sutil ao seu redor era algo pelo qual qualquer mulher se apaixonaria. Qualquer mulher ficaria com as pernas bambas por ele.
Ele não era um homem comum.
Ele era o CEO do PS Bank, um império financeiro de bilhões de dólares. A sede principal ficava em Madayaka, com agências estendendo-se por Carminton e Teriporto. Ele era poderoso. Rico. Um bilionário que todos conheciam. Um homem que carregava uma reputação maior que a própria vida.
Sofie sabia de tudo isso. E saber disso a fazia duvidar ainda mais. Um homem como ele… como poderia estar falando sério sobre uma mulher como ela — uma mulher sem status, sem origem especial, sem nada de extraordinário?
Eles comeram a maior parte do tempo em silêncio. O tilintar dos talheres era o único som entre eles. Peter comia calmamente, mas de tempo em tempo seus olhos paravam em Sofie. Ele a olhava abertamente, sem fingir, sem esconder. Sofie sentia o calor do olhar dele, mas forçava-se a encarar o prato, recusando-se a encontrar seus olhos.
Peter terminou sua refeição primeiro. Ele pegou um guardanapo e limpou a boca lentamente, observando-a enquanto ela continuava a comer. Sofie era naturalmente lenta para comer, mas quando percebeu que ele havia terminado, entrou em um leve pânico e pousou o próprio garfo.
Peter notou imediatamente.
— Você deveria comer mais. — Disse ele gentilmente.
— Não tenha pressa.
— Estou bem, obrigada. — Ela respondeu, a voz suave, os olhos ainda recusando-se a subir em direção a ele.
Ela pegou seu copo de água e bebeu devagar.
Peter assentiu uma vez… então perguntou, quase subitamente demais:
— Você considerou minha proposta?

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