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A Estagiária Gordinha do CEO romance Capítulo 11

-Para onde está me levando? Isso é sequestro, sabia?! - protestou ela.

Ícaro cerrou o maxilar, evidenciando sua irritação. Lançou um olhar penetrante na direção dela e não disse mais nada.

-Pare o carro, eu quero descer!

Amélia tentava abrir a porta inutilmente. O cheiro forte de óleo de fritura que ela exalava, deixava a mulher ainda mais constrangida.

Não deveria estar perto desse homem de novo. Muito menos assim, suja e cheirando a salgado frito!

Que merda de sina era essa, que toda vez que estava mal vestida e nada apresentável, esse riquinho aparecia?!

A camiseta azul clara que vestia, estava colada nos seios grandes e nas dobras de gordura de sua barriga. Havia manchas de molho nela, porque o avental que usava na cozinha era pequeno demais para o seu tamanho.

Que vergonha!

Amélia abraçou a mochila para esconder aquela visão horrível. Seus cabelos estavam presos no costumeiro coque no alto da cabeça, e alguns fios se enroscavam em seus brincos de trio.

-Deveria estar em casa descansando. Uma concussão precisa de repouso.

A voz grave e profunda dele, interrompeu seu momento de depreciação.

-Se eu não houvesse um acidente, eu não teria uma lesão. - respondeu olhando para ele com raiva. - Por que você está aqui a essa hora da noite?

- Não se dê tanta importância. A encontrei por acaso.

-Não sou prepotente como o senhor.

-Cuidado com essa sua língua afiada, senhora Bastos, uma hora você pode se meter em problemas sérios por causa dela.

-Agora está me ameaçando? - respondeu incrédula.

Quem ele pensa que é? O dono da cidade?!

-Entenda como quiser. Você deveria me agradecer por levá-la para casa.

-Não pedi que fizesse isso. Você me forçou a entrar no carro.

-Me pareceu que você estava propensa a me obedecer. - o tom malicioso e insinuante não passou despercebido.

Do que ele estava falando?

Seu corpo começou a esquentar depois daquela frase, sentiu seus mamilos endureceram dolorosamente sob o sutiã, a garganta ficou seca repentinamente.

Mas que merda estava acontecendo aqui?!

Que tipo de homem provocava tais reações com uma só frase?!

-Não se perturbe procurando respostas, Amélia Um sorriso sensual pra cacete surgiu em seus lábios desenhados entre a barba - Pode piorar o seu estado de confusão.

-Meu Deus, você é tão arrogante!

A risada sonora de Ícaro Darius provocou ondas de prazer na pele dela. Uma parte específica do seu corpo ficou muito, muito quente e pulsante.

Era sim que as mulheres se sentiam quando ficavam excitadas?

Seus lábios tocaram os dela suavemente. A língua quente contornava sua boca com lascívia luxúria.

Amélia lutou bravamente, fechando a boca para interromper aquele beijo tão íntimo. Mas ele não se deu por vencido, continuou explorando, sugando e mordiscando seus lábios.

Quando ele a soltou, os olhos dele se encontraram. O homem curvou o canto dos lábios vermelhos pelo beijo. Completamente satisfeito pela reação dela

Ofegante e confusa, Amélia deu um passo para trás.

-Espero que tenha aprendido o jeito certo de me agradecer.

- Seu… - resmungou se virando para entrar.

Estava quase na varanda, quando o ouviu chamar novamente.

-Você está com um cheiro bem característico hoje, senhorita Bastos.

Amélia estacou sem voltar. Foi uma piada? Ele a beijou somente para lhe pregar uma peça.

Mortificada, alcançou os lances de escada sem olhar para trás. Não deixaria que ele visse sua expressão nesse momento, aprendeu cedo que isso só fortalece a vontade das pessoas de intimidar uma gorda.

-A propósito, Amélia. Eu adoro coxinha.

Essas palavras a fizeram praticamente correr para dentro. Eles sempre mostravam suas reais opiniões sobre ela, cedo ou tarde.

Com lágrimas nos olhos caminhou em direção ao banheiro, sem saber por que sentia uma pontada no peito por causa de um homem que mal conhecia.

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