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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 512

— Eu gostaria de saber. De quem... são essas crianças?

A voz dela era baixa. Sem agitação, sem pressa, apenas buscando confirmar os palpites.

Cinco anos atrás, ela retirou o útero, não podia mais ter filhos, era o seu maior pesar.

O lugar ficou mudo.

Sr. Jorge e Dona Elza se olharam com pesar e complicação, sem saber o que dizer.

Júlia apertou os lábios. Quis falar, mas parou, sentindo pena dela.

Guilherme abaixou os olhos e ficou calado.

O mais difícil de falar era Gabriel.

Como alguém que sabia de tudo e que mais conhecia a doença, o passado e a dor dela, ele sabia muito bem o que isso significava para Serena.

Depois de um tempo, todos olharam para Gabriel.

No fim, seria ele quem diria a verdade.

Gabriel suspirou de leve. Diminuiu a fala, tentando ser suave, para não abalar muito.

— Serena, vou dizer a verdade.

Serena olhou para ele, quieta. Os olhos calmos, aguardando.

Gabriel começou devagar, palavra por palavra: — O menino de quatro anos é filho da Helena.

— Quando você forjou a morte, ela deu à luz ele.

— Nesses cinco anos, o garoto ficou no Solar dos Valente. Eles o criaram, então ele é considerado o jovem mestre não oficial.

O olhar de Serena desbotou. Ela já esperava, não houve muita surpresa.

O que mais a importava era a garota de sete anos.

Ela perguntou baixo: — E a de sete?

Falando sobre Lili, a voz de Gabriel hesitou por um momento, e o rosto mostrou complicação.

Ele pausou bastante, escolhendo as palavras mais brandas, e disse: — Lili... se chama Alice Valente, tem sete anos.

— Ela é filha do Arthur, de anos atrás no exterior.

A frase, tão leve, caiu como uma marreta no coração de Serena.

O ar parou.

Ela continuou sentada, as costas ficaram duras. Os olhos mostraram espanto e amargura.

Sete anos.

Faziam exatos cinco anos que ela forjara a morte.

Júlia não se segurou: — Resumindo, o Arthur esconde bem! Ninguém imaginava que ele tinha uma filha fora no passado! Você sofreu com eles, ficou doente, ele te tratava com frieza, e mantinha a menina fora, é muita ironia!

— Se você não tivesse esbarrado nelas dessa vez, nós íamos esconder isso para sempre. Não queríamos te estressar com esses problemas!

As palavras de Júlia foram diretas e cortantes. Furaram o disfarce de cortesia e expuseram o absurdo.

Dona Elza olhava para Serena, triste, acalmando-a: — Bia, tudo isso já passou.

— Esses incômodos são o passado dele, não têm nada a ver com a você de agora.

— Você está bem, com a carreira feita, a salvo e livre, isso basta.

Sr. Jorge também comentou: — É, não esquenta. Ele te devia muito naquela época, não dá para explicar em duas palavras.

— Agora você voltou à terra natal, gloriosa, já saiu do mundo dele. Não perca tempo com ninguém.

Enzo abaixou os olhos: — Lili é filha dele, o menino é filho de Helena. Essa é a consequência do Arthur e da Helena.

— Não tem relação com você, nenhuma ligação.

— Você é Serena. A criadora da Seraphina Biotech, única. Não é mais a Beatriz que dependia dele e o amava.

Serena ouvia quieta. Demorou, soltou o ar. O amargo nos olhos foi saindo, voltando a ficar calma e indiferente.

Ela ergueu os olhos e acenou. Sua voz era firme: — Eu sei.

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