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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 511

A porta abriu. Ela entrou e se sentou.

A janela subiu devagar, cortando a visão entre os dois.

O carro preto partiu sem solavancos, sumindo no trânsito.

—

Arthur, segurando as crianças, ficou parado ao vento, sem se mover.

Lili notou a tristeza do pai. Levantou a mão, puxou a roupa dele e falou baixo: — Pai, a moça que passou era tão legal.

O irmão de quatro anos assentiu: — Moça bonita!

Arthur olhou para a inocência dos dois e não disse nada.

—

A coletiva da Seraphina Biotech foi um sucesso.

No restaurante particular mais reservado do centro.

O local havia sido reservado pelos Souzas. Sem mídia, sem estranhos, sem colegas, apenas um grupo de amigos e familiares que cuidaram dela e esperaram por ela nos últimos cinco anos.

O Sr. Jorge e Dona Elza já estavam sentados, com os olhos transbordando carinho e alegria.

Cinco anos atrás, a família Souza apostou tudo em forjar uma morte sem falhas, apagando seus rastros, protegendo-a e impedindo toda a repressão e tortura vinda da família Valente.

Durante os cinco anos, eles nunca perturbaram sua nova vida, apenas cuidaram de tudo no país, garantindo a fundação da Seraphina Biotech, esperando que ela voltasse em glória.

Dona Elza viu a figura entrando, seus olhos ficaram vermelhos. Caminhou rápido e segurou o pulso da filha, com um toque gentil.

— Bia, você voltou, você finalmente voltou.

Serena olhou para os rostos gentis do casal. A frieza de cinco anos começou a se desfazer. Seus lábios mostraram um sorriso real e leve, e a sua voz soou suave: — Pai, mãe, há quanto tempo.

— Que bom que voltou. — O Sr. Jorge concordava sem parar, num tom consolador. — Foram cinco anos difíceis. Ninguém a prendia no exterior, você finalmente viveu como queria.

Enzo Souza, que estava na frente, fixou o olhar pesado nela, sem esconder o alívio e o carinho.

Como o irmão mais próximo dela, ele foi quem mais sofreu. Teve que ajudar a família a abafar a verdade.

Viu-a partir, cuidar da doença e estudar sozinha, e ao mesmo tempo acompanhou Arthur vivendo em paz, com Helena ocupando seu lugar e planejando cada passo, enquanto ele engolia a raiva sem ter onde descontar.

Ele deu um passo e tocou o cabelo dela, com os mesmos gestos de sempre.

— Bem-vinda ao lar, Bia.

Enzo olhou para a irmã transformada. Fria, prática e de olhar firme, sem a timidez de antes. Ele sentiu uma mistura de emoções.

— Não precisa ter medo de ninguém nem se adaptar a ninguém. A partir de agora, nós e os Souzas estamos aqui no país. Ninguém vai se atrever a injustiçar você. Nem os Valente, muito menos a Helena.

O papo correu solto sobre a rotina de estudos no exterior, os passos da Seraphina Biotech, as mudanças no mercado e os planos futuros dela.

Eles evitaram tocar em pessoas e assuntos chatos, querendo apenas deixá-la relaxada.

Serena ouvia, respondendo baixo de vez em quando, com expressões brandas. Os tempos estavam tranquilos.

Mas aquelas duas figuras perto do gramado no centro de convenções não saíam da cabeça dela.

Ela se lembrava da garota de sete anos. A forma como cuidava do irmão, a paciência. Limpa, calma e madura demais para a idade.

Eram estranhos. Mas quando ela os viu, sentiu o coração balançar e doer sem querer.

A atração de sangue era instinto, não enganava ninguém. Nem ela mesma.

Em uma pausa na conversa, Serena encolheu os dedos e esperou. Levantou os olhos e falou baixo, quebrando o clima agradável:

— Hoje, no evento, eu vi duas crianças.

A sala ficou calada no mesmo instante.

Enzo disfarçou o sorriso. Gabriel, Júlia e Guilherme mexeram o rosto sutilmente.

Eles sabiam quem ela tinha visto, e sabiam das dúvidas na cabeça dela.

Serena tinha um olhar tranquilo e uma voz opaca, sem muitas emoções: — Uma menina de sete anos e um menino de quatro. Os dois vivem no Solar dos Valente, junto com Arthur.

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