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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 401

Helena estava encolhida no sofá, de olhos vermelhos e chorando.

Com a gravidez já aparecendo, ela enfrentava problemas no trabalho. Tinha perdido o projeto e sua reputação no mercado estava ruim.

Estava irritada e os hormônios da gravidez pioravam tudo.

Há pouco, ela comentou que queria morangos frescos. A assistente procurou em vários supermercados caros, mas não achou frutas boas da época.

Esse detalhe pequeno acabou com a paciência que ela vinha mantendo.

Desde que voltou para a família Nogueira, era tratada com privilégios.

Com o apoio de Arthur, ficou mal-acostumada. Grávida, achava que todos deviam obedecê-la em tudo.

A falta dos morangos não era vista por ela como uma simples escassez do mercado.

Na visão de Helena, as pessoas ao redor eram negligentes por não atenderem ao seu pequeno desejo.

— Eu só queria morangos. Por que não conseguem nem fazer isso?

Helena abaixou a cabeça, choramingando. — Estou grávida, já não me sinto bem e nem consigo comer um morango. Vocês não se importam comigo nem com o bebê...

Enquanto chorava, olhava de lado para Arthur, agindo como vítima.

Ela queria que ele a acalmasse e resolvesse tudo do jeito dela.

Arthur estava sentado na poltrona ao lado, segurando um cigarro apagado.

Seu jeito era frio.

Foi nesse momento que ele recebeu a ligação de Hugo.

Enquanto ouvia o outro lado, a sua expressão não mudou.

Para ele, Beatriz sempre fora forte. Mesmo doente, ele achava que a vida dela não estava em perigo.

Já Helena estava grávida. O nervosismo poderia afetar o bebê, o que causaria um grande problema.

Ele falou devagar, sem preocupação.

— Não posso sair agora. Se ela está com alergia, chame uma ambulância. Não precisa me esperar.

Hugo ficou paralisado no telefone.

— Arthur! Ela não vai aguentar, não consegue nem respirar! A ambulância vai demorar. Vem levá-la que é mais rápido!

— Eu já disse, não posso sair.

Beatriz sempre teve boa saúde. Ele achava que era birra.

— Tem um pronto-socorro perto do condomínio. Ou você pode ligar para o Gabriel — disse Arthur.

— Ele e a Beatriz são próximos. Chame a ambulância ou espere ele chegar. E não me ligue mais.

Após falar, desligou o telefone sem esperar o irmão responder.

Gabriel estava organizando os dados do projeto no escritório. Ao ouvir isso, sua expressão mudou.

— Estou indo para aí. Antes da ambulância chegar, tente protegê-la da chuva. Não a mova. Deixe-a respirar e não toque nas manchas!

Gabriel avisou de forma firme, pegou o casaco e a chave do carro e saiu correndo.

Após desligar, Hugo pegou o grande guarda-sol no lado de fora e o colocou sobre Beatriz para bloquear a chuva.

Agachou-se, vendo a mulher imóvel ao seu lado.

Encolheu os ombros, sem coragem de chegar muito perto. Apenas ficou por ali, vigiando.

Em pouco tempo.

A equipe médica saiu da ambulância com os aparelhos.

Hugo abriu espaço rapidamente. Observava tenso enquanto os profissionais agiam.

Eles checaram Beatriz, notaram as marcas vermelhas e confirmaram uma alergia grave.

— Ela está em perigo. A garganta está inchada. Mais dez minutos e ela iria sufocar.

Um médico comentou em voz baixa enquanto trabalhava.

Ao ouvir isso, Hugo suou frio nas costas.

Ele não queria imaginar o que aconteceria se o irmão não voltasse ou se a ambulância demorasse um pouco mais.

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