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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 402

Ele virou o rosto. Não queria ver Beatriz pálida na maca.

A mulher talvez não fosse boa pessoa, mas morrer na porta de casa... Ele não conseguia pensar naquilo.

Ainda bem que a ambulância chegou a tempo.

Logo depois, Gabriel chegou de carro.

Correu pela chuva até a maca e olhou para ela.

Ao vê-la cheia de manchas e desmaiada, ficou sério.

— Como ela está? — Gabriel conteve a raiva e perguntou aos médicos.

— Estável no momento. Mas a alergia continua forte. Precisamos levá-la para a UTI agora para observar.

— Depois, vamos avaliar os remédios e mudar o tratamento — o médico respondeu.

Gabriel assentiu e acompanhou a equipe ao colocar Beatriz na ambulância.

Antes de entrar, olhou para Hugo, que estava sem jeito ao lado: — O seu irmão sabia que ela estava mal e não fez nada?

Hugo ficou incomodado e abaixou a cabeça: — O meu irmão... ele não pôde sair. A Helena estava querendo morangos.

Gabriel o encarou.

De um lado, uma paciente correndo risco de vida. Do outro, uma mulher chorando por causa de morangos. A escolha de Arthur havia sido muito indiferente.

Ele não disse mais nada. O mais importante agora era salvá-la, discutir não ajudaria.

A ambulância partiu.

Hugo ficou sozinho em frente à casa.

Havia crescido no luxo da família, sendo paparicado por todos. Achava que o dinheiro resolvia tudo e agia com superioridade.

Mas hoje, com esse incidente, entendeu pela primeira vez que a vida é frágil.

Voltou devagar para dentro de casa e fechou a porta.

-

A ambulância chegou rápido ao hospital.

O Dr. Lucas Silveira, que havia sido avisado, esperava com a equipe. Ele viu Beatriz desacordada.

Ao ver as marcas no corpo, o médico assumiu uma postura séria.

— Levem-na para a UTI. Peçam exames de sangue, teste de alergia e tomografia. Monitorem tudo o tempo todo!

O Dr. Silveira deu as ordens rápido, sem parar de andar, seguindo a maca.

Os exames e o tratamento começaram em seguida.

Colocaram antialérgico, e o monitor acompanhava o coração, o oxigênio e a pressão arterial.

Beatriz continuou desacordada. A coceira e a dor interna ainda a incomodavam.

Ela franzia a testa e movia os lábios de forma inconsciente, mas sem som.

Na UTI.

Beatriz tentava abrir os olhos.

Depois de um tempo.

Ela foi acordando aos poucos.

Viu o teto branco do quarto.

As manchas no corpo diminuíram com o tratamento. A coceira aliviou muito, deixando apenas uma dor de fundo.

Ela já respirava bem e o seu peito não doía mais.

Olhou pela janela e viu o céu escuro lá fora.

A chuva continuava caindo.

A porta abriu e o Dr. Silveira entrou. Ao vê-la acordada perguntou: — Acordou? Como se sente?

— ...Bem — a voz de Beatriz estava rouca e fraca.

— Foi uma alergia grave à quimioterapia. Ainda bem que chegou rápido ao hospital, poderia ter sido bem pior.

O Dr. Silveira sentou-se na beira da cama, com um tom sério: — Pela sua reação, precisamos parar o tratamento atual.

— Se continuar com o que estávamos fazendo, a próxima alergia vai ser ainda pior. Pode ser fatal.

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