Entrar Via

A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 399

Após se despedir de Gabriel, Beatriz ficou em silêncio na rua.

O céu escureceu e a chuva começou a cair forte, tomando conta do local.

A chuva embaçou sua visão e a deixou com frio.

No fim, tudo acabava envolvendo Arthur.

Ela respirou fundo e decidiu ir à antiga casa deles.

Dirigiu sob a chuva e abriu a porta da casa, completamente molhada.

A casa estava iluminada. Arthur não estava na sala, mas Hugo sim.

Ele jogava no sofá. Ao ouvir a porta, olhou e a encarou com desprezo.

Ele largou o controle, rindo com deboche: — Olha só, não aguenta mais?

— Com essa chuva toda, chegou encharcada. Veio implorar para o meu irmão te aceitar de volta?

Suas palavras eram cheias de insultos.

Beatriz parou na entrada. A água pingava dos seus cabelos e ela sentia muito frio.

Ela não estava surpresa.

Quando ainda fazia parte da família, ela havia cuidado do cunhado mais novo, ajudando em tudo o que podia.

Mesmo assim, Hugo sempre apoiou Helena e a insultava com frequência.

Agora que ela havia se separado de Arthur e com os recentes escândalos, o garoto mimado a trataria ainda pior.

Olhando para trás, a sua bondade parecia ridícula.

Toda a sua dedicação tinha sido em vão.

— Não tenho tempo para discutir. Quero falar com o Arthur. — Beatriz disse friamente.

Hugo levantou-se do sofá com as mãos nos bolsos, aproximando-se de forma arrogante.

— Ele não está. Já que veio, não fique aí na porta.

Ele a avaliou dos pés à cabeça. — A chuva está forte, você não vai conseguir sair.

— Já que está aqui, faça algo útil. Vá para a cozinha e prepare o meu jantar.

Ele a tratava como empregada, usando um tom debochado.

Beatriz olhou para baixo, em silêncio.

Ela tentava se controlar.

Como ela não respondia, ele continuou: — Fiquei sabendo que você está sem dinheiro.

Beatriz o encarou com calma.

— Preste atenção: eu não sou sua babá. Você não manda em mim.

— Pare com essa arrogância e deixe de insultar os outros.

— No passado, cuidei de você por consideração. Não para você agir assim hoje. Com dez mil, você não tem o direito de me comprar.

A expressão de Hugo mudou. Ele não esperava que ela revidasse.

Ficou em silêncio por alguns segundos, fechou os punhos e mostrou sua imaturidade.

— Deixou de ser boazinha? Nesta situação, ainda quer bancar a orgulhosa? Acha que tem moral aqui?

— Pela lei, ainda sou uma das donas desta casa. Você não passa de uma visita.

Beatriz deu um passo à frente, firme: — Pela minha posição, você não tem o direito de me dar ordens. Fique na sua se não quiser arrumar confusão.

Ela já estava cansada daquela família.

Recuar nunca lhe trouxe respeito, só dava espaço para mais abusos.

Hugo ficou sem palavras e o seu rosto corou.

Ele crescera mimado, sempre mandando nos outros. Ninguém o havia tratado assim antes.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão