Helena sabia que a Seraphina Biotech estava com foco total no Projeto Vanguarda Feminina e que os equipamentos eram cruciais. Ela queria usar a cooperação como desculpa para interferir, descobrir o andamento da pesquisa e até tentar controlá-la.
Beatriz mantinha um olhar indiferente, sem hesitar.
Após as recentes intrigas, ela já tinha entendido as intenções da outra.
— Não é necessário.
— Nós já escolhemos nosso parceiro — disse em tom calmo. — O processo já está na fase de negociação. Mudar de repente não seria bom para ninguém.
— Além disso, a Seraphina Biotech tem seus próprios planos para a compra e manutenção dos equipamentos. Não precisa se preocupar com isso.
A recusa direta acabou com a aparente cordialidade.
O sorriso sumiu do rosto de Helena.
Ela queria fingir simpatia ou usar recursos para fazê-la ceder, mas Beatriz não deu espaço.
Rejeitada em público, a frustração acumulada e as recentes derrotas nos negócios vieram à tona, despertando sua malícia.
— Certo. Já que você não sabe o que é bom para si, não me culpe.
Helena disse entre dentes e virou-se, entrando rapidamente no prédio com a sua equipe.
Gabriel, ao lado, mudou de expressão e avisou baixinho: — Parece que ela vai tentar atrapalhar. Vamos tomar cuidado.
Beatriz balançou a cabeça: — Deixe acontecer. Vamos entrar.
Os dois entraram na sala de reuniões. Logo após o responsável da outra empresa se sentar, Helena abriu a porta, foi até ele e começou a conversar com familiaridade.
Era óbvio que ela havia se preparado para roubar o negócio.
A conversa mudou de rumo.
Helena foi persuasiva, exagerando as vantagens da Lumina Inovação enquanto difamava a Seraphina Biotech.
O projeto que eles prepararam por tanto tempo foi tirado deles de uma vez.
-
Eles saíram do prédio.
Beatriz parou na calçada, sentindo o peito apertar e pesar.
Após tantos ataques, o outro lado não parava e parecia não ter a intenção de desistir.
Ela apertou as mãos. — Casar errado deixa consequências por muito tempo.
Gabriel olhou para ela: — Não se culpe, isso não é culpa sua. Podemos buscar outros fornecedores de confiança no mercado. Não se preocupe.
— Estou bem. — Beatriz controlou a frustração, com a voz um pouco rouca. — Volte para a empresa e organize as outras opções. Eu tenho um assunto pessoal para resolver.

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