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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 366

Júlia ficou em silêncio por um momento antes de responder devagar: — É verdade. Só depois de sofrer é que aprendemos isso.

Ela hesitou um pouco: — Se pudesse viver de novo, você ainda teria se casado com ele?

— Ter cruzado com ele já é uma sorte. Mas se eu tivesse outra chance, não queria nem ter conhecido ele.

No passado, ela costumava visitar a casa da Sra. Valente. Seus olhos só viam Arthur quando eram mais novos. Agora, sentia apenas arrependimento.

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Valentina iria representar a escola na Olimpíada Regional de Matemática. A escola havia selecionado dois alunos para a competição. O outro era exatamente Hugo Valente, estudante do ensino médio.

Beatriz só soube que os dois iam competir no mesmo local quando chegou lá.

O sol estava quente naquele dia, e o local da competição estava cheio de pais acompanhando os filhos.

— A sua irmã costuma estar ocupada com as pesquisas, então nunca te disse isso, mas o Hugo é ótimo em exatas.

Valentina fechou as mãos. Havia determinação nos seus olhos: — Mas eu não vou perder. Eu vou conseguir uma classificação para não decepcionar a minha irmã.

Beatriz olhou para ela e falou de forma reconfortante: — Você sempre será a melhor para mim. A posição nunca importou.

— Basta dar o seu melhor para não se arrepender depois. Eu nunca vou te julgar pelas suas notas.

Tudo o que ela queria era que Valentina crescesse saudável. As competições eram só um passatempo para a menina, ganhar ou perder não importava.

— Hugo! — A voz de Helena soou de repente atrás delas.

Hugo viu quem era e caminhou rápido até ela. Parecia feliz: — Helena, você veio me ver? Espera até eu ganhar o primeiro lugar e te deixar orgulhosa.

Helena estava ao lado, com um sorriso convencido: — Vou estar esperando pelas boas notícias.

O sorriso de Hugo aumentou ainda mais, e ele olhou para Arthur: — O meu irmão é um gênio e a Helena é brilhante. Eu fiquei com vocês por tanto tempo que acabei aprendendo as suas melhores qualidades. Nunca vou perder.

Arthur deu uma pequena risada e bagunçou o cabelo do garoto: — Fique tranquilo, apenas dê o seu melhor.

Valentina observava aquela família conversando feliz e abaixou a cabeça, segurando com força a barra da roupa.

Ela se sentiu desafiada. Se era preciso ser excelente para ser amada pelos pais, será que tentar ser a melhor faria com que prestassem um pouco de atenção nela?

Mas, no fundo, sabia que eles nunca tinham se importado com ela.

O divórcio da sua irmã e do cunhado seria culpa dela? Será que eles terminaram porque ela era um fardo e não era inteligente o suficiente?

Beatriz notou a expressão triste da menina.

— Val, tudo isso ficou no passado.

Com o apoio dos Valente, os dois tinham tratamento especial onde quer que fossem.

Dona Regina virou-se: — Afinal, já fomos da mesma família. Você quer sentar com a gente?

Assim que Dona Regina parou de falar, o funcionário olhou para Beatriz.

O funcionário olhou Beatriz de cima a baixo. A aparência dela era muito bonita, e ele se sentiu impressionado. Logo depois, o homem desviou o olhar e perguntou: — Vocês são amigas?

Helena puxou Hugo para perto de si: — Ela é a antiga empregada da casa do Hugo.

O funcionário concordou e disse para elogiar: — A Srta. Nogueira é muito bondosa. Até trata bem a antiga empregada da família.

Dona Regina olhou para Beatriz, com o rosto cheio de superioridade: — Já que eles permitiram, venha se sentar na área VIP com a gente. As pessoas normais não teriam a chance de assistir na primeira fila.

Beatriz soltou uma risada de deboche: — Não precisa. Eu não me aproveito dos outros para ganhar tratamento especial. Você pode guardar essa tática para usar você mesma.

Depois de falar, ela pegou a mão de Valentina e entrou na arena de competição.

A frase deixou Helena com o rosto pálido. Beatriz havia insinuado que ela e Dona Regina eram interesseiras.

— Arthur. — Helena apertou os lábios, sentindo-se ofendida. — Depois que fui repreendida pela vovó na outra vez, sempre acho que ela tem preconceito contra mim. Nós sempre fomos amigos. Por que ela diz que sou interesseira?

Arthur olhou para ela com calma. A sua voz era tranquila e sem emoção: — Você se importa muito com o que ela acha?

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