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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 365

Nessa fase, os modelos e cálculos já estavam todos prontos. O teste de campo servia apenas para verificar a estabilidade em ambientes extremos, então a ausência dela não faria muita diferença.

Beatriz desligou o celular e abriu o sistema de pesquisa. Ela enviou formalmente o artigo acadêmico que havia sido revisado pelo Dr. Samuel Hoffmann.

Ao ver o aviso de sucesso na tela, ela deu um longo suspiro de alívio.

-

Na manhã seguinte.

Quando Beatriz chegou à Seraphina Biotech e se sentou, ouviu alguns pesquisadores conversando.

— Ouvi dizer que a Lumina Inovação desenvolveu um novo medicamento e a patente exclusiva da fórmula é deles.

— A Helena não assumiu a empresa há pouco tempo? Como o progresso foi tão rápido?

— Com o apoio dos Valente, vários pesquisadores de ponta foram contratados. É normal que consigam terminar um novo projeto em tão pouco tempo.

Ao verem Beatriz se aproximar, eles perguntaram: — Diretora Nogueira, a Seraphina tem algumas parcerias com a Lumina. Você sabe alguma coisa sobre o novo projeto deles?

Beatriz segurou o seu copo e deu um leve sorriso: — Não tenho muito contato, então não sei muito sobre isso.

Ela ficou surpresa. Há pouco tempo, a Lumina Inovação vinha perdendo projetos e o seu fluxo de caixa estava quase zerado. Agora, do nada, anunciaram o desenvolvimento de um novo medicamento.

No entanto, como eles tinham muitos talentos de ponta em pesquisa, um avanço repentino fazia sentido, embora a publicidade parecesse exagerada.

— Dizem que a ideia do novo medicamento concorre diretamente com o medicamento contra tumores que estamos pesquisando, e o custo de produção é ainda menor.

Beatriz tomou um gole de água, com a expressão calma: — Um avanço dos nossos concorrentes é bom para o setor e beneficia os pacientes. Desejo sinceramente que o desenvolvimento deles seja um sucesso.

Ela separava a vida pessoal da profissional e nunca ficava contra um concorrente por causa de problemas pessoais.

-

À tarde.

Beatriz estava concentrada organizando os dados dos testes clínicos quando Gabriel entrou na sala.

— O novo medicamento da Lumina realmente tem potencial.

Gabriel falou em tom sério: — O efeito compete com os remédios importados de ponta e o custo dos materiais foi muito reduzido. Depois que a produção em larga escala começar, o potencial de mercado será gigantesco, tanto aqui dentro quanto para exportação.

Beatriz olhou para ele: — Ouvi os colegas comentando hoje cedo. Não imaginei que eles realmente iriam investir nisso.

— Não apenas os efeitos são ótimos, mas a tecnologia de liberação contínua é um método totalmente novo.

Gabriel acrescentou que essa tecnologia era, por acaso, a mesma melhoria que Beatriz havia planejado nos seus rascunhos anteriores.

— São tão sem-vergonha, fazendo com que uma reunião de negócios vire um encontro.

Beatriz conseguia sentir a raiva da amiga mesmo pela tela. Ela riu e fez uma ligação.

— Como a pessoa mais ocupada do mundo tem tempo de ler notícias sobre economia hoje?

— Transformaram uma licitação importante numa capa de revista de fofocas. Vieram falar de negócios ou exibir o romance deles? — Júlia respondeu.

A voz de Beatriz estava calma: — Você é que está prestando atenção nos boatos. Está se esquecendo do projeto em si.

— Só por essa notícia já dá para perceber que o Arthur está disposto a fazer de tudo para apoiar a Helena e abrir portas para ela.

Júlia parecia confusa: — Quando vocês eram casados, você claramente superava a Helena no talento científico e no valor comercial. Mesmo assim, ele sempre limitou o seu crescimento. Nunca deixou você participar dos projetos principais, apenas a manteve em casa para cuidar de coisas que não importavam.

— Foi só porque não te amava? Mesmo se não falarmos de sentimentos, isso não faz o menor sentido do ponto de vista do lucro.

Beatriz costumava se fazer as mesmas perguntas.

Houve um tempo em que ela achava que a convivência aos poucos mudaria uma pessoa. Mas, no fim, ficou com as mãos vazias.

— Juju, você já ouviu uma frase?

Beatriz falou suavemente: — Nunca tente mudar os outros. É como a chuva. Você pode usar um guarda-chuva ou pegar um táxi para ir para casa, mas não pode obrigar a chuva a parar.

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