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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 336

Não bastava ter que arrumar uma transferência urgente para a amiga, a mãe dela ainda teria que baixar a cabeça, pedir desculpas e pagar indenização. Para ela, Beatriz estava indo longe demais.

— É sempre bom deixar as portas abertas... Ela não é a sua mãe?

Beatriz levantou a mão, cortando-a na hora: — Não. Desde o minuto em que saí da casa dos Nogueira, ela deixou de ser.

— Não tem consideração aqui. Entre mim e vocês, só falamos de negócios, não de sentimentos.

Para ela, as duas partes tinham apenas uma relação comercial em um projeto, nunca houve vínculo pessoal.

Mas Helena e os outros insistiam em usar esse contato para cruzar a linha e provocar.

Beatriz olhou para o relógio de pulso, impaciente: — Não tenho tempo para gastar com você aqui.

Depois de falar, ela se virou e saiu, sem deixar espaço para negociação.

Helena fechou os olhos; os ombros tremiam um pouco sem que ela conseguisse controlar.

Nicolas se aproximou e aconselhou em voz baixa: — Não se irrite. Pelo bem da imagem da sua mãe, vai ter chance de dar o troco depois, não precisa ter pressa.

— A Beatriz só consegue se achar usando esses truques baixos.

Helena cerrou os dentes. Após se acalmar por um momento, acabou indo na direção de Beatriz.

Beatriz estava na área de descanso, discutindo a dosagem clínica de medicamentos com alguns especialistas do setor. Ela usava jargões técnicos com facilidade, tinha uma lógica clara e uma postura firme.

Helena ouviu de longe, ficando meio surpresa.

Ela sempre acreditou que Beatriz não passava de uma fachada, montada por Guilherme e Gabriel. Será que ela realmente entendia daquilo tudo?

Helena reprimiu seus pensamentos e se aproximou com a cara fechada: — Vamos conversar.

Beatriz cruzou as pernas, encostou de leve as costas na cadeira e olhou para ela com indiferença, usando uma voz fria: — Já pensou bem?

Helena a viu com aquela pose de superioridade e sentiu o ódio borbulhar.

Beatriz respondeu com um tom indiferente, sem nenhuma emoção: — Se quer comprar a briga da Helena, pode muito bem usar os seus contatos para tirar a pessoa de lá. Não precisa vir aqui só para chamar a minha atenção.

Ela não queria mais perder tempo com aquilo, só queria virar a página.

Arthur soltou uma frase solta, sem contexto: — Às vezes, a intuição também engana.

Depois disso, virou-se e foi embora.

Beatriz não entendeu, e nem fez questão de entender.

Logo depois, um assistente parou na frente dela e colocou um vidrinho de remédio: — Srta. Nogueira, o Sr. Valente pediu para entregar.

Beatriz olhou para baixo e disse, tranquila: — Pare aí.

O tom dela não foi ríspido; o assistente parou e olhou para trás.

— Leva embora. — Beatriz ergueu os olhos. — Se o Arthur realmente acha que me deve algo, que venha ele mesmo se desculpar.

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