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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 309

Beatriz viu que Júlia e Gabriel Santos já a aguardavam perto do carro.

— Feliz aniversário, Beatriz! — Júlia segurava um buquê grande de rosas vermelhas e sorria abertamente. — Hoje você é a aniversariante, tem que aproveitar e beber até não aguentar mais!

Gabriel riu: — Podem beber, mas sem exageros. É bom ter limite.

Júlia mostrou a língua e conteve-se um pouco.

Beatriz olhou para os dois e sentiu um calor no peito.

Quando estava presa no casamento, ela limitava sua vida social e raramente via os amigos. Os aniversários eram passados, na maioria das vezes, lidando com as aparências na casa dos Valente.

Esses amigos nunca se afastaram, apenas não queriam atrapalhar a vida dela.

Gabriel entregou uma caixa de veludo comprida de boa qualidade, com um tom amável: — Feliz aniversário, minha colega mais nova.

Beatriz apertou os dedos, sentindo os olhos marejarem, e agradeceu: — Obrigada, Gabriel. Obrigada, Juju.

Ela tinha sorte de ter amigos tão sinceros e um trabalho ao qual podia se dedicar totalmente.

De agora em diante, ela nunca mais abriria mão de tudo o que tinha por alguém que não valesse a pena.

Júlia gostava de festa e já tinha reservado um clube particular chique.

O local tinha sala de sinuca e área de lazer. Ela também chamou vários conhecidos do setor para fazer uma grande festa.

Na sala de sinuca do clube, Júlia escolheu um taco e não parava de falar: — Faz tempo que não relaxo e me divirto. Desde que começamos a empresa, o trabalho sugou toda a minha alegria.

— Se a minha família não me cobrasse para focar na carreira, eu não estaria me matando nesta área.

— Só aqui consigo viver um pouco mais livre e tranquila.

Ela olhou para Beatriz e Gabriel, levantando o taco para brincar: — Entrevistando os dois chefes do setor: como é a mentalidade de lidar com tantos dados todos os dias? Por que ficam mais obcecados quanto mais estudam?

Gabriel empurrou o taco dela com a mão e riu.

O número da avó de Arthur apareceu na tela. Ela se afastou e atendeu.

— Avó.

— Beatriz, feliz aniversário. — A voz da idosa era gentil. — Preparei um presente e pedi para Arthur te entregar. Amanhã é a Festa da Reunião Familiar. Venham juntos para o Solar passar a data.

Beatriz concordou em voz baixa: — Certo, obrigada, avó.

A idosa riu com bondade: — Não vou atrapalhar o encontro de vocês hoje.

Ao ouvir isso, os dedos de Beatriz pararam.

O Arthur entregar o presente era uma coisa, mas um encontro?

Ela não tinha recebido nenhuma mensagem nem ligação dele.

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