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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 264

Aquelas pessoas e aquelas coisas não tinham mais nada a ver com ela.

Os três andaram lado a lado até o prédio de escritórios.

Gabriel caminhava e analisava:

— Aquele prejuízo não deve ter sido totalmente resolvido.

— Com os acidentes recentes, a Helena passou a maior parte do tempo no hospital cuidando do Arthur. Nem deve ter tido tempo de mexer na contabilidade da empresa.

Júlia deu uma risada de deboche:

— No final, ela só tem um homem pelas costas. Não tem capacidade, e quando as coisas dão errado, só sabe se esconder atrás dos outros.

-

De volta à sua mesa, Beatriz começou a trabalhar na hora. Ela acompanhava o andamento da documentação do carro novo e organizava os dados da falha nos freios ao mesmo tempo.

No meio de tanta coisa, o telefone tocou. O visor mostrava ser a Avó.

— Beatriz, você está bem? Ontem eu soube que o freio do seu carro deu problema e você quase sofreu um acidente. Você se machucou? — A voz da senhora carregava ansiedade e preocupação.

Os dedos de Beatriz pararam. Ela soltou a caneta e tentou acalmar:

— Eu estou bem, Avó, não se preocupe.

A senhora continuou perguntando:

— Onde você está? Fui visitar o Arthur no hospital agora e não vi você, e nem estava na casa que vocês dividiam.

Beatriz travou por um instante. A ligação tinha pegado ela de surpresa.

Ela planejava terminar o trabalho e ir direto para a fábrica inspecionar a produção.

— Eu estou trabalhando na empresa.

— Você não pode deixar a saúde de lado só porque tem muito trabalho! — O tom da senhora pesou na hora.

— O Arthur disse que você nem foi ao hospital fazer exame depois disso. E se tiver alguma sequela interna? Volte agora mesmo. Já marquei um médico e só vou ficar tranquila se você fizer um exame completo.

Beatriz encarou os dados na tela e recusou educadamente:

— Que bobagem é essa?

O tom da senhora era severo:

— Você já foi da família Valente. Sofre um acidente desses e nem quer fazer um exame? Isso não dá trabalho nenhum.

— Já está decidido. Sem desculpas.

Quando ela decidia algo, quase nunca abria espaço para negociar, ainda mais quando se tratava da saúde dela.

Beatriz suspirou de leve. Ela olhou para o relógio. Se não fosse para a fábrica logo, ia atrasar tudo. Ela não queria preocupar a senhora, e menos ainda que um médico a examinasse de perto.

No fim, a única opção era ceder por enquanto.

— Tudo bem. Já entendi, Avó. Vou chegar no horário.

Aí a senhora se deu por satisfeita.

— Uma coisa dessas e você escondendo de todo mundo. Se não me falassem, eu não saberia até agora.

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