Seu tom era neutro e controlado, mantendo a postura: — Eu não planejava ficar muito tempo. Não fui demitida, eu que não quis continuar.
Arthur olhou para ela, com um olhar calmo: — Não se importa mesmo?
— Não me importo mesmo. — Helena levantou o olhar, com um tom gentil e distante: — Arthur, não precisa ir cobrar a Seraphina Biotech por mim. Eu não faço questão de me adequar a esse tipo de ambiente de trabalho.
Nicolas deu uma risada baixa, com os olhos cheios de aprovação.
Helena era orgulhosa e nunca se deixaria abater pela pressão do RH de uma empresa.
Perdê-la era um grande prejuízo para a Seraphina Biotech.
Eles jantaram rapidamente. O clima tinha acabado de melhorar quando o celular de Helena tocou. Ao atender, seu rosto ficou pálido e ela paralisou.
Quase ao mesmo tempo, o celular de Arthur também tocou. Era a idosa do Solar dos Valente.
Seus dedos pararam. Ele deu uma olhada para a expressão confusa de Helena, escondeu a emoção e respondeu com firmeza: — Eu já sei.
Por outro lado, após o trabalho, Beatriz foi ao encontro para assinar a venda do imóvel.
A casa do casamento finalmente foi vendida. Ela sentiu um alívio.
Após hesitar, ela ligou para Arthur e avisou com calma.
— Já encontrei um comprador para a casa e vou assinar o contrato. Por favor, leve o pessoal e saia de lá o mais rápido possível para não atrasar a entrega.
O outro lado da linha ficou em silêncio por um bom tempo.
Beatriz ia apressá-lo quando a voz grave e fria dele soou: — Você não vai ver quem comprou a casa?
Beatriz se assustou levemente e abriu o contrato digital no celular, ampliando a parte do comprador.
Ao ver o nome, sentiu um frio no corpo e entendeu tudo na hora.
Achou tudo absurdo e irônico, como uma piada sobre si mesma.
Ele era o único comprador e pagou o dobro do valor de mercado. A casa já estava vazia e sem interessados há um bom tempo, ela não ia rasgar dinheiro.
O carro chegou à porta da casa. Quem abriu foi a velha funcionária, Dona Rosa.
Hugo estava na sala jogando videogame. Ao ver Beatriz entrar, seu rosto fechou na hora. Estava cheio de hostilidade.
— Essa casa já era nossa.
Ele riu e a tratou como ar, sem querer olhar para ela de novo.
— Chegou.
No topo da escada do segundo andar, Arthur olhava para baixo. Usava roupas de ficar em casa largas e de seda, que deixavam sua postura elegante e relaxada. Sua presença era distante.
— Venha direto para o escritório. O contrato já está pronto. Depois de assinar, o dinheiro vai cair na sua conta da empresa.

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