Quando a reunião terminou, Beatriz organizou toda a ata, anotando os próximos passos do projeto e os detalhes das mudanças na pesquisa. Ela entregou tudo a Helena para arquivar e organizar.
Helena pegou os documentos sem dar muita atenção, virou umas duas páginas e olhou com desprezo e deboche.
Jogou os papéis na mesa e olhou para Beatriz com um tom de desprezo claro: — Fica claro que sua base técnica é medíocre e que você não sabe dividir o trabalho entre a equipe.
A voz dela era fria ao recusar diretamente: — Desculpe, não consigo fazer um trabalho tão insignificante e de nível tão baixo.
— Pedir que eu faça isso é um insulto à minha carreira.
Uma recusa explícita de cumprir suas tarefas, com uma atitude arrogante e falta de subordinação à gerência.
Primeiro o atraso de propósito para mostrar quem manda, depois o confronto público na sala de reuniões e, agora, a insubordinação aberta. Beatriz já tinha cedido e aguentado três vezes.
Não havia mais necessidade de tolerância.
— Se você não está satisfeita com as coisas aqui, pode ir embora quando quiser — disse Beatriz, estendendo a mão para pegar os documentos de volta. O olhar estava afiado e as palavras curtas e diretas. — Ninguém te obriga a ficar na Seraphina Biotech.
— O departamento de tecnologia está cheio de talentos. Ter você ou não ter você aqui não faz diferença. Com sua atitude no trabalho, tenho motivos suficientes para demiti-la de acordo com as regras.
Helena congelou, com os olhos arregalados, como se tivesse ouvido mal.
Quem mandava na empresa era o Gabriel. Que direito a Beatriz tinha de dizer que a demitiria assim, tão fácil?
Ela se levantou de supetão, cheia de si, e perguntou: — Por que você vai me demitir? Você nem tem qualificação para isso!
— Em termos de capacidade técnica e do valor que posso trazer para a empresa no futuro, o Presidente Santos já tem a própria opinião.
Beatriz entregou a ata para um colega ao lado assumir a tarefa, olhou para o relógio e disse em tom calmo: — Já que você tem tanta certeza, espere e veja se eu tenho ou não autoridade para fazer isso.
Gabriel olhava para a tela do sistema de Recursos Humanos. Clicou no mouse, demonstrando ter entendido.
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No início da noite, Helena saiu do trabalho e foi direto para o prédio do Itamaraty esperar por Arthur para jantarem juntos.
Ela tinha certeza de que, após expressar sua insatisfação em público hoje, Gabriel ficaria com receio e acabaria cedendo para não desrespeitar Arthur.
Arthur estava no escritório e recebeu uma ligação do RH da Seraphina Biotech.
Quem ligava usou palavras sérias, sendo breve e direto. Notificou formalmente a demissão de Helena.
Quase ao mesmo tempo, um aviso oficial de demissão apitou no celular de Helena. As palavras eram firmes, sem espaço para negociação ou discussão.

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