Entrar Via

A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 217

No intervalo para o almoço, dentro do banheiro.

Helena atendeu uma ligação de Arthur, que queria saber como tinha sido o primeiro dia de trabalho dela.

Ela deixou o celular na pia no viva-voz enquanto lavava as mãos e retocava a maquiagem sem pressa, fazendo uma voz doce e suave de propósito.

— Tudo bem. Tem bastante coisa para fazer no departamento e o trabalho é complexo. Fiquei tão ocupada até agora que nem tive tempo para almoçar.

Ela sempre se manteve independente e forte. Jamais reclamaria e demonstraria fraqueza para Arthur por causa de problemas no trabalho.

Se ficasse reclamando de qualquer coisinha, ia parecer que não era capaz de lidar com o cargo.

Ela tinha certeza de que, com sua formação e capacidade, só precisava ter paciência e esperar um pouco.

Mais cedo ou mais tarde, Gabriel ia perceber quem realmente conseguia carregar o peso do projeto.

Do outro lado da linha, Arthur ficou em silêncio por dois segundos. Com uma voz gentil e suave, cheia de carinho, ele disse: — Que dia duro.

— Já mandei pedirem o menu do Restaurante Vitória para você. Pedi para o departamento de tecnologia inteiro também. Vai chegar no escritório em breve.

O Restaurante Vitória era o lugar mais exclusivo de Nova Alvorada. Eles nunca faziam entregas e, mesmo com muito dinheiro, era difícil conseguir uma mesa.

Mas, graças aos seus contatos e posição, Arthur conseguia que eles abrissem uma exceção facilmente.

Aqueles que são os favoritos nunca têm medo de nada, porque sabem que sempre haverá alguém para encobrir seus erros.

O sorriso de Helena não pôde ser escondido, e um sentimento de superioridade tomou conta dela.

Quando terminou e estava saindo do banheiro, deu de cara com Beatriz entrando.

Beatriz não queria ouvir nada escondido, apenas entrou no momento exato e acabou escutando toda a troca de carinhos entre os dois.

A paciência, a gentileza e a atenção que Arthur dedicava a Helena eram coisas que ela nunca esperou receber em três anos de casamento.

Helena balançou o celular na mão, fingindo ser generosa: — A comida vai chegar logo. Vamos comer juntas.

E saiu dali com passos elegantes.

Arthur sempre agia rápido e de forma eficiente.

Em menos de meia hora, as marmitas chiques do Restaurante Vitória chegaram ao departamento de tecnologia da Seraphina Biotech. Havia uma para cada pessoa, e o andar todo ficou animado.

Comer uma refeição de um lugar tão exclusivo, que era difícil de reservar até com dinheiro, era algo raro. Os colegas estavam todos felizes, aproveitando a oportunidade através da Helena.

— Srta. Nogueira, isso com certeza foi o Sr. Valente que pediu para você, né? Ele é muito atencioso com você — alguém brincou, rindo.

Helena sorriu de leve, fingindo distanciamento: — Somos apenas amigos.

Todo mundo começou a zoar: — Entendemos! "Amigos" especiais naquela fase de se conhecerem!

— Já tínhamos ouvido que o Sr. Valente te protegia em tudo na Cúpula Valadares. A fama faz jus ao nome.

O sorriso de Helena ficou mais forte e ela aceitou naturalmente: — Sim, foi um gesto gentil do Sr. Valente. Aproveitem a comida.

O escritório se encheu de risadas. Todo mundo sabia do relacionamento dos dois.

— Bom apetite.

Sem nem esperar as duas responderem, virou-se e foi embora.

Júlia revirou os olhos. Abaixou a voz para reclamar: — Tá achando que é a dona da casa mesmo? Trata como se estivesse dando esmola. Bom apetite, o escambau. Falsa.

Ela abriu a marmita de qualquer jeito e congelou, com os olhos arregalados de surpresa.

— Bia, vem ver! Todos os pratos aqui são o que você adora comer. É uma refeição nutritiva feita sob medida.

Beatriz levantou os olhos, deu uma olhada na comida e viu que, de fato, estava tudo do jeito que ela gostava.

Uma coincidência muito forçada e irônica.

O rosto dela continuava o mesmo. Ela pegou os desenhos na mesa em silêncio, organizou-os e os guardou na gaveta. E falou de forma casual: — Às duas da tarde em ponto, a equipe de tecnologia inteira tem reunião para acertar as mudanças do projeto.

Júlia encarou a comida que ainda fumegava e perguntou hesitando: — E essa comida... O que a gente faz?

Beatriz disse com a voz fria e distante: — Não estou a fim, nem tenho a sorte de poder aproveitar.

Em seguida, pegou as duas marmitas e as jogou no lixo, indo direto para o refeitório com Giovanna para comer a comida normal da empresa.

-

Às duas da tarde, a reunião da equipe de tecnologia começou.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão