Mas a pessoa do outro lado parecia não desistir. Dois segundos após desligar, o toque soou novamente, de forma teimosa e irritante.
Beatriz franziu a testa.
Eles ainda estavam no período de reflexão antes do divórcio de trinta dias, e depois iriam juntos ao Cartório de Registro Civil pegar o certificado. Bloquear totalmente seria incômodo.
Ela estava com preguiça de lidar, e simplesmente apertou o botão de desligar; o mundo ficou quieto em um instante.
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Na manhã seguinte, Beatriz correu para trabalhar na Seraphina Biotech.
Hoje ela tinha tarefas externas; ia à empresa parceira para fazer manutenção técnica presencial.
Ultimamente, ela colocava toda a sua energia no trabalho. O avanço dos projetos estava ótimo; o professor a valorizava ainda mais, muitas vezes verificando o andamento pessoalmente.
Quando ela saiu da empresa parceira com Gabriel, o celular dele tocou de repente.
O homem parou os passos. Ao ver quem ligava, franziu as sobrancelhas involuntariamente.
— De quem é o telefone? Sua cara ficou feia. — Beatriz perguntou com curiosidade.
— Bruno Almeida.
Beatriz, ao ouvir, não conteve um leve riso: — Ele entrar em contato com você agora... o que pode ser?
Gabriel desligou direto, guardou o celular no bolso da calça e disse com um tom de desprezo: — O que mais seria? Ouviu que assinamos com a BioGenix Global e o projeto do governo também ia acontecer. Quer vir para levar uma fatia.
A empresa em que Bruno estava teve uma atitude arrogante no último evento, recusando a parceria publicamente. E agora, queria construir uma ponte; era mesmo ter muita cara de pau.
— Por que desligou direto? — Beatriz ergueu a sobrancelha.
— Desde o dia do evento, ele entrou para a lista negra da Seraphina. — Gabriel foi firme. — Eu me lembro de como ele olhou para você com frieza.
Beatriz naturalmente não tinha uma personalidade de tentar agradar e acenou concordando: — Tem razão, Bruno também não era a nossa melhor escolha.
Recentemente, os projetos tinham um bom momento; as empresas que procuravam uma parceria eram várias. Quando o projeto fosse a público, a Seraphina ficaria ainda mais disputada.
— É brincadeira do professor, nós viemos cedo. — Beatriz levantou-se para dar o lugar.
O professor a olhou e brincou com um sorriso: — Quando você aprendeu essas falas sociais? Andou muito com o Gabriel e ficou com a lábia?
— De onde tirou isso. — Beatriz riu desamparada.
— Aos seus olhos, eu não sou amigável assim? — Gabriel passou o cardápio. — Veja o que quer comer.
— Você sempre foi escorregadio, o seu lado bom não vai muito longe. — Dr. Samuel Hoffmann pediu algumas comidas de rotina; o idoso nunca ligou para isso.
Ele virou a cabeça e olhou para Beatriz, com o tom sério: — O projeto avançou bem recentemente. No meio do mês vamos seguir em frente. Nervosa?
— Tudo bem. — O tom de Beatriz estava seguro. — Faça o que tem que fazer agora e o tempo dará a resposta.
Ela confiava no projeto que foi moldado pelas próprias mãos.
Os três conversaram sobre os detalhes por muito tempo. O professor de repente citou um problema técnico no laboratório que travou as coisas por muito tempo: — Vocês dois... quem tem uma linha de pensamento para resolver?

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