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A Esposa Invisível do Bilionário romance Capítulo 437

Dionísio Guerra olhou para a garotinha.

Seu olhar era peculiar.

Como se escondesse milhares de estrelas.

Suas mãozinhas estavam quentes. Em uma delas, segurava um latte pela metade e, na outra, uma sacola com o presente de Natal para ele. Tudo parecia tão cotidiano, tão acolhedor. Paloma Prado era dele; do que ele teria medo?

O interior do homem acalmou-se gradualmente.

Ele avançou, abraçando o corpo dela levemente.

Seu rosto de traços firmes afundou-se no pescoço dela.

Era noite de Natal.

Na vida real, o dia em que Carlos partira. Mas aqui, Carlos estava bem, e ele e Paloma estavam apenas começando.

Atrás deles, o elevador abriu e fechou.

O homem a apertou com força.

Absorvendo o perfume dela.

Uma mão desceu furtivamente, tocando o ventre plano dela. Ali dentro estava a Joana deles. O olhar do homem umedeceu-se. Ele se endireitou e, com uma mão, segurou o rosto dela para observá-la de perto. Havia uma ternura indizível e apegada em seus olhos.

Ele mudou de ideia e segurou a mão dela.

— Venha. Daremos uma volta na rua.

Paloma Prado ainda estava surpresa.

Que garota não gostaria de sair na noite de Natal?

Embora o clima estivesse frio.

O interior do carro estava quente.

Ela e Dionísio Guerra entraram novamente no veículo.

Assim que entrou, sentiu um leve aroma de perfume.

O homem explicava enquanto colocava o cinto de segurança: — É o carro do meu pai. A secretária dele tentava seduzi-lo. Mas a minha mãe é feroz. Uma leoa. Você não precisa se preocupar com a fidelidade do meu pai. Comigo será igual. Saberei me controlar. Não deixarei você se preocupar com isso.

Paloma sorriu com serenidade: — A senhora Rafaela não é nada feroz.

Dionísio a observou em silêncio.

Logo em seguida, ele a puxou para um abraço.

Ele estava satisfeito por ver Paloma tão feliz naquele espaço de tempo.

O Natal na Capital foi excepcionalmente agitado naquele ano.

Toda a alta sociedade reunira-se em um hotel para um banquete de gala. Por um lado, era um evento beneficente; por outro, uma festa de despedida para Paloma Prado. Sob os lustres de cristal reluzentes, havia, no entanto, a ausência de uma pessoa.

Naquela noite, ocorrera um acidente de carro.

Paloma entrara em coma.

Ao despertar, estava na cama do hospital. Ela sentou-se bruscamente, perguntando onde estava Dionísio. Sónia lhe disse que Dionísio estava a salvo, tendo sofrido apenas ferimentos superficiais como ela, e que viajara às pressas para a Cidade H devido a negócios urgentes.

Uma viagem de negócios para a Cidade H?

Paloma sentiu uma ponta de melancolia.

Agora, no meio do banquete, seu coração subitamente falhou uma batida.

Ela acabara de se perder em pensamentos.

Foi como um sonho breve. No sonho, ela e Dionísio estavam juntos e felizes. Apaixonaram-se quando ela tinha vinte anos e viviam bem. Sonhou que Carlos não morrera, que não se casara com ele e que André Moraes nunca fora transferido para aquela cidade.

Tudo estava perfeito.

Mas por que seu coração doía tanto?

Onde estava Dionísio Guerra?

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