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A Esposa Invisível do Bilionário romance Capítulo 441

No entanto, o elevador estava subindo.

Parou e andou, até que Paloma conseguisse descer para o andar anterior. Quando as portas se abriram, o corredor estava vazio. Não havia ninguém, muito menos Dionísio Guerra.

A mulher ficou estática.

Sua expressão exibia certa letargia.

Dionísio não estava ali. Então por que lhe parecia ter sentido o cheiro dele?

Restara o perfume, não restara o ódio.

Seria esse o fim definitivo dela e de Dionísio Guerra?

O celular continuava soando com as mensagens de Susana.

Porém, Paloma permanecia inerte.

Passou muito tempo até que ela erguesse o aparelho. Enquanto lia as mensagens, caminhou de volta para o poço do elevador. Ela não percebeu que, quando partiu, o som de uma cadeira de rodas ecoou atrás de si. Dionísio Guerra sentava-se ali, observando silenciosamente as costas dela.

Até encontrar aquela pessoa novamente, o tempo era uma incógnita.

Ao lado, Vanessa confortou-o com voz suave: — As raízes de Paloma estão aqui. Ela voltará todos os anos e, no fim, vocês se encontrarão.

Dionísio sorriu friamente.

— Sim. Carlos está aqui.

— Ela acabará voltando.

...

Quando Paloma entrou no carro.

Seu coração ainda palpitava.

Ela não evitou olhar para cima, na direção dos andares superiores. Através de um dos vidros, pareceu perceber um olhar ardente. Como no sonho, ou fora dele. Devia ser uma alucinação, concluiu. Dionísio Guerra estava na Cidade H. Como estaria ali? Sem dúvida, fora uma influência do sonho.

Após recuperar o fôlego, Paloma pisou no acelerador e partiu.

No dia de sua partida.

O sol estava ofuscante.

Toda a família foi se despedir. Luciano Guerra e Rafaela também compareceram, dizendo que Dionísio tinha assuntos importantes e não pôde ir. Os olhos de Rafaela mantinham-se marejados; para disfarçar, abraçava Vitória com força, mas as lágrimas corriam como chuva. Como desejava contar a verdade a Paloma, mas também lhe parecia um ato cruel.

Quando o jato particular voou rumo à França.

Rafaela acenava sem parar, limpando as lágrimas.

Sónia confortava a mãe ao lado: — Mãe, o Dionísio ficará bem. Eles vão se reunir. Consigo perceber que ainda existem sentimentos entre eles. Talvez o tempo seja o melhor remédio.

Rafaela murmurou em lágrimas: — Queira Deus.

Na realidade, ela devia estar grata.

Paloma estava segura. Dionísio, embora gravemente ferido, tivera sua vida preservada.

Seu íntimo ansiava para que o avião realmente passasse, que diminuísse a velocidade no espaço aéreo dali, para que o Sr. Dionísio visse sua esposa e filhos nitidamente. Uma hora se passou, e Dionísio não viu a aeronave. De repente, a enfermeira se lembrou: — Ah, entendi. Desde o mês passado, voos não são mais permitidos neste espaço aéreo. Eles devem ter desviado a rota.

Uma expressão de decepção cobriu o rosto pálido e magro do homem.

Havia um desvio.

Não era à toa que ele esperara tanto sem sucesso.

Um desvio de rota.

Momentos depois, ele voltou a si. — Troque os curativos.

Uma ferida daquele tamanho devia ser excruciante.

Contudo, o homem não emitiu um som sequer.

Como se estivesse anestesiado.

A enfermeira aplicou as mãos com o máximo de leveza. Ela era sensível; de repente, as lágrimas caíram em profusão. O homem, percebendo, soltou uma risada ríspida, a voz rouca: — Por que chora? A história entre minha esposa e eu nunca foi um belo e trágico conto de fadas. Eu a tratei mal. A partida dela foi a escolha mais correta.

A jovem enfermeira enxugou as lágrimas.

E continuou aplicando os medicamentos.

Enquanto o homem olhava na direção da janela outra vez.

Então, a rota fora desviada.

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