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A Esposa Desaparecida romance Capítulo 515

Desde que entrou para o laboratório do Grupo Campos, a energia de Mark se dividiu em duas partes:

A maior parte ficava enterrada naqueles instrumentos de precisão e dados experimentais, sem ousar relaxar um segundo,

A outra parte menor era totalmente gasta pensando em como fazer Clara falar mais do que duas frases com ele.

Ele tinha o WhatsApp e o telefone dela salvos, mas na janela de conversa, só havia ordens de trabalho frias. Qualquer mensagem além disso caía num mar profundo, sem levantar sequer uma ondulação.

Naquele dia, ao meio-dia, Mark foi almoçar no refeitório com André.

Os dois mal tinham acabado de se orientar com as bandejas quando o olhar de André pousou numa mesa não muito distante — Clara estava almoçando sozinha, em silêncio.

— Vamos lá, sentar com a sua chefe. — André apontou com o queixo naquela direção.

Mark seguiu o olhar dele, um sorriso se abriu imediatamente em seus lábios, e o tom de voz ganhou um toque de zombaria:

— Ótima ideia. Aproveito para puxar o saco da liderança, vai que me dão uma promoção depois.

André lançou-lhe um olhar de esguelha, desmontando a farsa sem piedade:

— Você não disse que ia picar a mula assim que o projeto acabasse?

— Os planos mudam, ué.

Mark sorriu com franqueza.

— Vai que a Diretora Clara valoriza o talento e insiste em me oferecer um salário alto para ficar? Aí eu poderia considerar.

André riu da indignação, dando um tapa no ombro dele:

— Nem almoçou ainda e já está sonhando acordado? Primeiro domine o projeto que está na sua mão, aí eu posso pensar em te recomendar para o Presidente Campos.

— Não, não, não, estou brincando. — Mark abanou as mãos rapidamente, murmurando por dentro — de que adianta ver o Presidente Campos? O que ele queria agora era conquistar a Diretora Clara.

Conversando, chegaram à mesa de Clara. Ela ergueu a cabeça, viu os dois e cumprimentou André primeiro:

— Sr. André.

— Vi que estava sozinha, então viemos fazer companhia. — André respondeu sorrindo e foi o primeiro a puxar a cadeira e sentar.

Mark, sem a menor cerimônia, sentou-se diretamente no lugar vazio ao lado de Clara e ainda cumprimentou formalmente:

— Diretora Clara.

Clara lançou-lhe um olhar de relance. A mensagem não respondida da noite anterior passou instantaneamente por sua cabeça. Seu tom foi plano, sem emoção:

— A pesquisa do Diretor Simões teve algum progresso recente?

— Quase, quase.

Mark respondeu prontamente, mas mudou o rumo da conversa com um tom de provocação:

— O quê? A Diretora Clara quer que eu esqueça de comer e dormir e vá morar dentro do laboratório?

Ao ouvir isso, Clara ergueu os olhos e o olhou de relance, erguendo levemente a sobrancelha:

— Você é muito pobre?

— Pobre não diria. — Mark largou o garfo e tamborilou os dedos na mesa.

— É que o dinheiro da pesquisa nunca é demais. Aquele é o meu pé-de-meia para o casamento, arrumar esposa no futuro depende totalmente disso.

— Ah? Então já tem namorada? — André aproveitou a deixa para perguntar.

Mark ergueu o canto da boca, o olhar desviou involuntariamente para Clara, e o tom carregava uma franqueza descarada:

— Não, solteiro! Mas, estou no processo de conquista.

Diante dessa frase, Clara não respondeu. Arrumou silenciosamente a bandeja à sua frente, levantou-se e acenou para André:

— Sr. André, bom apetite para vocês. Ainda tenho trabalho para terminar, vou voltar para o escritório.

— Certo. — André assentiu.

Mark observou as costas dela se afastando de forma decidida. Um sorriso passou rápido por seus olhos, e os cantos de sua boca subiram levemente.

Só quando a figura de Clara desapareceu na porta do refeitório é que André retirou o olhar e encarou Mark, aconselhando com seriedade:

— Você tem capacidade, o Grupo Campos tem dinheiro. Não considera mesmo vir para cá? Depois que vier, não vai mais precisar implorar por recursos para seus projetos.

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