— Por enquanto, não considero. — Mark nem pensou, balançou a cabeça e recusou diretamente, o tom categórico.
Depois do almoço, Mark não teve pressa em voltar para o laboratório.
Parado junto à janela do corredor, pegou o celular. Seus dedos pararam sobre a tela por um instante, mas ele acabou enviando uma mensagem para Clara:
【Diretora Clara, quais são os requisitos para te cortejar?】
Do outro lado, Clara tinha acabado de voltar ao escritório quando o celular vibrou.
Ela passou os olhos pelo conteúdo na tela, franziu a testa quase imperceptivelmente e virou o celular com a tela para baixo na mesa, sem vontade de responder nem com um sinal de pontuação.
Recostou-se na cadeira e suspirou, irritada. Tinha sido um momento de impulsividade contratar Mark para o Grupo Campos. Agora, tinha arranjado um problema enorme e difícil de se livrar.
Empurrando o celular para longe com irritação, Clara levantou-se e foi até o sofá. Puxou uma manta fina que estava ao lado, cobriu-se e encolheu o corpo, preparando-se para tirar um cochilo durante o horário de almoço.
Mark já esperava que aquela mensagem não tivesse resposta. Trocou de roupa rapidamente, vestindo o jaleco, e mergulhou de cabeça no laboratório.
Trabalhou direto até as sete da noite.
Ele empacotou os arquivos com os dados mais recentes que havia organizado e enviou. No final, não resistiu e acrescentou uma frase:
【Diretora Clara, o projeto teve um novo avanço. Eu levo o trabalho bem a sério.】
Do outro lado, Clara estava arrumando suas coisas para sair quando o celular vibrou.
Ao ver o conteúdo da mensagem, seus dedos pararam. Ela respondeu:
【Ainda está no laboratório? Vou passar aí para dar uma olhada.】
Mark, na verdade, já tinha trocado de roupa e estava com a mão na maçaneta da porta.
Ao ver a resposta, ele congelou. Seus dedos tremeram levemente e, quase por instinto, digitou rapidamente uma palavra:
【Estou!】
Assim que o aviso de envio apareceu, ele segurou o celular e sentou-se na cadeira. Não aguentou dois segundos, levantou-se e começou a andar de um lado para o outro na pequena sala de descanso, o coração batendo como um tambor.
Logo pensou que, àquela hora da noite, ela viria sozinha.
Pegou o casaco e desceu as escadas rapidamente, ficando de pé sob a luz do poste na entrada do laboratório, esperando.
O vento noturno estava frio. Depois de cerca de dez minutos, uma figura esbelta aproximou-se.
Clara estava envolta em um longo casaco branco, pisando firme com seus saltos altos. Caminhava com calma, e a luz do poste dourava as pontas de seus cabelos com um halo suave.
— Esperando por mim? — Ela ergueu os olhos para ele, o tom indecifrável.
— Verifiquei cada grupo de dados mais de cinco vezes. — O tom de Mark era firme, sem hesitação.
Clara soltou um leve "hm", deslizou o dedo pela barra de progresso e um brilho de satisfação passou por seus olhos:
— Nesse ritmo, devemos ter resultados em meio mês?
Mark não respondeu, mas abriu outro arquivo de dados complementares:
— Mais ou menos isso. Também já fiz um esboço preliminar para o plano de otimização subsequente.
Clara leu com atenção. O canto da boca, antes tenso, finalmente se abriu num sorriso suave. Elogiou sinceramente:
— Impressionante. O Sr. André realmente não errou na escolha.
— Foi a Diretora Clara que não errou na escolha. — Mark emendou imediatamente, olhando-a intensamente, com uma alegria mal disfarçada na voz.
Os dois estavam muito próximos. O cheiro dele, uma mistura de sabonete neutro e um leve toque de desinfetante, envolveu-a sem aviso.
O coração de Clara deu um salto. Ela recuou meio passo instintivamente, abrindo um pouco de distância.
Rapidamente recolheu o sorriso do rosto e o tom voltou à frieza habitual:
— Vamos, já vi tudo.

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