— Rica, você será a princesinha mais feliz do mundo, porque, olha... tem muita, muita gente que vai te carregar na palma da mão.
Tiago já tinha vestido o casaco. Ao ouvir isso, inclinou-se e depositou um beijo suave na testa lisa de Isabela:
— Busco o Seven e trago ele direto para cá.
Isabela respondeu com um som afirmativo e ajeitou o colarinho dele, com os olhos cheios de calor:
— Não tenha pressa, dirija com cuidado.
Quarenta minutos depois, o carro de Tiago parou firmemente na porta da escola infantil.
Assim que Seven o viu, correu para ele, ergueu a cabecinha e perguntou com voz cristalina:
— Papai, a mamãe ainda está no hospital? A irmãzinha já saiu?
— Sim, a irmãzinha nasceu. — Tiago sorriu, agachou-se e o pegou firmemente no colo.
— Uau! — Os olhos de Seven brilharam instantaneamente como se estivessem cheios de estrelas. Suas mãozinhas abraçaram forte o pescoço de Tiago, e a voz transbordava alegria. — Então eu vou poder ver a irmãzinha? Que demais! Finalmente vou conhecer ela!
Tiago olhou para o rosto corado de empolgação do filho e não resistiu a dar um beijo em sua bochecha macia:
— Entra no carro primeiro, o papai te mostra a foto dela.
Seven assentiu com força e sentou-se obedientemente na cadeirinha de segurança.
Alguns minutos depois, ele segurava o celular, com a cabeça colada na tela, olhando sem piscar para a pessoinha na foto, exclamando sem parar:
— A irmãzinha é tão pequena! A bochecha dela é minúscula, que fofa!
O sorriso no canto de sua boca era impossível de esconder. De repente, ele olhou para Tiago:
— Papai, depois eu posso segurar a irmãzinha? Vou ser bem devagar, muito, muito leve.
Dizendo isso, devolveu o celular para Tiago, com o rostinho cheio de expectativa.
Tiago afagou o cabelo dele e respondeu com ternura:
— Pode sim, quando a irmãzinha estiver acordada.
— Combinado! — Seven concordou enfaticamente, e sua boquinha começou a cantarolar uma música infantil desafinada. O carro inteiro se encheu de sua alegria.
Chegando ao hospital, a avó Nunes e os outros ainda estavam na sala de estar da suíte.
Seven cumprimentou os mais velhos com muita educação e mal podia esperar para puxar a mão de Tiago e caminhar rápido para o quarto.
Assim que entrou, gritou docemente:
— Mamãe, quando a irmãzinha vai acordar? Eu quero segurar ela.
Isabela fez carinho na cabeça dele e disse suavemente:
— Não sei, temos que esperar ela sentir fome ou fazer xixi, aí ela acorda.
Seven assentiu, meio entendendo, meio não, e perguntou com cautela:
— Mamãe, posso tocar na mãozinha dela?
— Pode, claro. — Isabela assentiu sorrindo.
Seven prendeu a respiração imediatamente. Estendeu o dedo gordinho e tocou levemente o punho fechado de Rica que estava para fora. Exclamou baixinho:
— Tão pequena, até os dedinhos são fofos.
Ele se aproximou mais, sussurrando com a boquinha:
— Irmãzinha, eu sou seu irmãozão. Quando você crescer, vou ler muitas histórias para você, vou te levar no escorregador, vou te levar para brincar de um monte de coisas...
Tiago estava ao lado, observando a cena. Virou a cabeça e encontrou o olhar de Isabela.
Os dois sorriram um para o outro, os olhos transbordando de uma ternura e felicidade que não se dissipariam.

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