Entrar Via

A Esposa Desaparecida romance Capítulo 502

Pelo que ela sabia, no ano em que namoraram, as joias e bolsas que Mark havia dado de presente poderiam formar uma pequena montanha.

— Fique tranquila, eu sei o que estou fazendo — disse Mark com tom firme, cada palavra soando como uma promessa. — Jamais deixarei a Clara passar por qualquer desgosto ou sofrimento ao meu lado.

Ao ouvir isso, os olhos de Clara se curvaram em meias-luas, e ela sorriu, segurando o braço dele:

— Eu não preciso que você me sustente, eu mesma consigo cuidar muito bem de mim.

Enquanto os dois demonstravam afeto alheios a tudo, Tiago ergueu a xícara à sua frente, tomou um gole vagaroso e, de repente, falou com um tom impaciente:

— Viemos para jantar, não para ouvir você fazer juras de amor aqui. Se quer fazer promessas, vá falar na frente do seu futuro sogro.

Mark sorriu sem graça e mudou de assunto rapidamente:

— Tiago, está com fome?

Dizendo isso, ele passou o tablet com o cardápio.

Tiago deslizou a tela casualmente, marcou alguns pratos e entregou diretamente para Isabela, ao seu lado.

Isabela baixou os olhos, viu que já haviam pedido bastante coisa e passou o tablet para Estela.

Estela fez seus pedidos e, por fim, entregou o tablet a Enrique.

Nesse momento, Seven correu com suas perninhas curtas e se jogou nos braços de Tiago. Com as mãozinhas agarradas aos joelhos dele, levantou o rosto macio e gritou com sua voz infantil:

— Papai, estou com fome.

Vendo aquela figura adorável e carente, o coração de Clara derreteu. Ela tirou dois pacotes de petiscos da bolsa e entregou a ele, consolando-o suavemente:

— Tome, divida isso com o Cristiano. A comida já vem.

Seven inclinou a cabeça, olhando para o que ela tinha nas mãos, e perguntou com voz clara:

— Titia, o que é isso?

— Carne seca — respondeu Clara sorrindo.

— Obrigado, titia! — Seven abriu um sorriso radiante, pegou a carne seca e correu para procurar Cristiano.

Vendo isso, Estela acenou para ele e chamou:

— Seven, a titia tem queijinho aqui também.

Ao ouvir isso, o pequeno correu de volta, fazendo barulho com os pés, pegou o queijinho obedientemente, agradeceu mais uma vez e saiu correndo.

— Eu não sou tão pão-duro assim. É que os dois vão fazer exames amanhã, não convém beber.

— Não está grávida mesmo? — Estela insistiu, sem desistir, com os olhos cheios de expectativa.

Isabela tomou um gole de água para disfarçar o leve constrangimento e disse, resignada:

— O que você está imaginando? Não estou. É só um check-up.

— Então quer dizer que estão se preparando para o segundo filho! — Estela bateu palmas com certeza, sorrindo com os olhos curvados. — Então tenho que desejar que você tenha um casal de filhos!

Ela já começava a planejar em sua mente: quando Isabela tivesse uma menina, ela se mudaria para ser vizinha deles. Afinal, quem está perto da água é o primeiro a ver o reflexo da lua.

Isabela riu e concordou com a cabeça:

— Aceito seus votos.

Ao lado, Clara ouvia a discussão animada sobre filhos e seu garfo ficou um pouco mais lento.

Ela manteve a cabeça baixa, sem conseguir encaixar uma palavra, e suas bochechas ganharam um leve tom rosado.

Afinal, o futuro dela e de Mark ainda parecia separado por mil montanhas e rios, ela realmente não tinha coragem de se envolver nesses assuntos.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa Desaparecida