Os resultados dos exames saíram rapidamente. O casal levou os papéis ao médico e, somente após ouvirem a frase "ambos estão muito saudáveis", o coração de Isabela, que estava suspenso, finalmente relaxou.
Ao entrarem no carro, Tiago demorou a ligar o motor.
Isabela virou a cabeça para olhá-lo e perguntou suavemente:
— O que foi?
Tiago virou-se, o olhar pousando nas feições relaxadas dela, e sua voz carregava um sorriso gentil:
— Está mais tranquila agora?
Isabela curvou os lábios, virou-se de lado e depositou um selinho leve nos lábios dele.
— Sim — disse ela com tom animado. — Agora, vamos nos preparar para a gravidez.
Tiago aproveitou o movimento para puxá-la para seus braços, mordiscando levemente os lábios macios dela, com um tom de seriedade quase infantil:
— Ainda acho melhor ter um filho homem. Ter filha chama muita atenção, vai que um dia algum moleque a rouba de nós.
— Isso não é algo que a gente possa decidir — Isabela riu, sabendo que ele tinha mudado de ideia por causa da brincadeira de Estela na noite anterior. Ela tocou levemente o peito dele com a ponta do dedo. — Além do mais, o Cristiano é tão excelente, com certeza não será pior que você. A Estela só falou da boca para fora, você pensa demais.
Tiago, porém, apertou os lábios teimosamente, sem mudar de ideia nem um pouco:
— Melhor um filho, dá menos dor de cabeça.
Para Isabela, tanto fazia. Menino ou menina, seria o bebê dela e dele, e seu amor não teria a menor diferença.
O casal tentou engravidar seriamente por três meses e, pouco mais de um mês depois, Isabela engravidou com sucesso.
Dessa vez, ela quase não teve enjoos. Exceto por ficar extremamente sonolenta, comia bem e dormia bem, mantendo um ótimo estado geral.
Por outro lado, Tiago tinha ânsias de vômito incontroláveis todas as manhãs e noites ao escovar os dentes. Além disso, ficou extremamente sensível e seu apetite diminuiu bastante.
Mark preparou alguns remédios para ele, mas não surtiram efeito algum. No fim, só pôde dizer, resignado: "Esse tipo de coisa pode passar sozinho de um dia para o outro."
Tiago soltou um grunhido abafado, tomou um gole da água morna que ela lhe ofereceu e, só depois de se recuperar, disse com tom frustrado:
— Aquele remédio do Mark não serve para nada.
Enquanto conversavam, a campainha tocou. Era Estela, carregando um monte de petiscos para grávidas.
Assim que trocou os sapatos, ela ouviu o barulho no banheiro e imediatamente elevou a voz para provocar:
— Ora, o Diretor Nunes está sofrendo pela nossa Isabela de novo? Eu digo, isso é ansiedade demais para ser pai, empatia excessiva, não?
Tiago saiu do banheiro com a cara fechada e lançou um olhar frio para ela.
Estela, porém, não se intimidou. Aproximou-se de Isabela, piscando e dizendo:
— Isabela, sabia que quando minha mãe estava grávida do meu irmão, meu pai não podia nem sentir o cheiro de carne forte? Estava igualzinho ao Diretor Nunes agora.

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