- Acho que este assunto diz respeito à Olívia e eu. – Minha voz não saiu tão segura quanto eu gostaria.
- As questões de saúde de minha filha dizem respeito a mim e às irmãs dela. – Ernest advertiu.
- Da minha esposa cuido eu! – Não me contive.
- Sinceramente, não quero discutir sobre a minha doença neste momento – Chuchu deu o assunto por encerrado – Eu tenho tantas cicatrizes... Acham mesmo que vou me importar com um pequeno hematoma na barriga?
Ela levantou-se sem aviso prévio:
- Vamos para a água, Gabe?
Fechei minhas pernas imediatamente, colocando a camisa por cima da bermuda, tentando esconder meu pau endurecido sob o tecido, desejando foder meu chuchu mesmo com toda aquela situação caótica. Certamente minha fome por ela era porque eu não transava normal com uma mulher, sem pagar, há praticamente dez anos. Não tinha outra explicação para o fato de eu não conseguir ficar perto daquela mulher sem desejar tê-la de todas as formas possíveis.
- O que é isto nos seus joelhos? – Ernest questionou – Você caiu, Coração? – se preocupou, arqueando o corpo na direção do ferimento.
Rita começou a rir, colocando os óculos escuros. Chuchu ruborizou o rosto pela primeira vez eu acho, pensando no que dizer ao pai.
- Eu... Caí! – Olívia inventou.
- Caiu de joelhos no carpete! – Rita não se conteve e as duas começaram a rir.
Peguei Olívia no colo, surpreendendo-a e fazendo-a dar um gritinho e disse ao pai dela:
- Estamos tentando resolver a situação destes belos joelhos, mas sua filha gosta de “dar mais que chuchu em cerca”, como diz o ditado. Então a situação fica difícil. Mas não se preocupe que o problema não é a dificuldade da cura e sim a repetição de posição.
Dizendo aquilo saí com minha esposa no colo, percebendo-a totalmente envergonhada e ao mesmo tempo rindo. Era aquilo que eu gostava nela! Vivacidade! Alegria! Mesmo nos momentos mais inapropriados.
Enquanto isto, eu sabia que deixava para trás um Ernest puto da vida, que ficaria pensando em mim fodendo sua filhinha de quatro num carpete. Mal ele sabia que eu fazia exatamente do jeito que ela gostava: forte e rápido, sentindo a dor dos joelhos durante os escorregões no tapete.
Assim que chegamos no lago, retirei minha bermuda e camisa e fui para a água. Olívia deu alguns passos ao meu lado, sentindo a água gelada. Quando chegou na altura da sua barriga, amedrontou-se:
- Eu acho que aqui está bom.
Estendi a mão para ela:
- Venha comigo.
- Eu tenho medo.
- Não a deixarei se afogar.
- Já deixou uma vez.
- Eu não sabia.
- Na verdade não acreditou em mim.

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